Rio de Janeiro, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Tuchel testa nova hierarquia na Inglaterra após a Copa de 2026
Foto: PA Images/ANP/Icon Sport
Futebol

Tuchel testa nova hierarquia na Inglaterra após a Copa de 2026

Foden e Maguire seguem fora, enquanto Palmer, Trent, Gibbs-White e o jovem Ngumoha voltam ao radar da seleção inglesa.

A primeira convocação da Inglaterra depois do terceiro lugar na Copa do Mundo de 2026 aponta menos para arrependimentos e mais para uma disputa aberta por espaço. Thomas Tuchel chamou novamente Trent Alexander-Arnold e Cole Palmer, manteve Phil Foden e Harry Maguire fora da lista e deu nova oportunidade a Morgan Gibbs-White.

A relação inicial para os compromissos da Liga das Nações tinha 27 jogadores, mas sofreu cinco baixas por problemas físicos: Palmer, Declan Rice, Marcus Rashford, Kobbie Mainoo e Tino Livramento. Mesmo após as mudanças, Foden continuou fora. Rio Ngumoha, de 18 anos, também foi chamado depois de impressionar no começo da temporada pelo Liverpool.

Foden precisa oferecer algo diferente

Foden chega ao novo ciclo depois de uma temporada 2025/26 em que não produziu o suficiente no clube para se separar da concorrência. Na Copa, Tuchel apostou em Jude Bellingham pelo centro, Bukayo Saka pela direita, Anthony Gordon pelo lado esquerdo e Morgan Rogers em participação crescente. Eberechi Eze também estava no elenco.

O meia começou 2026/27 com dois gols e duas assistências em cinco jogos de Premier League até a Data Fifa. A capacidade de atuar por dentro, aberto ou como meia pode ajudá-lo, mas Bellingham, Palmer, Rogers, Eze e Saka seguem na disputa. Para voltar, Foden terá de provar que acrescenta uma função que os concorrentes não oferecem.

Palmer retorna, e Trent ganha novo teste

Palmer ficou fora da Copa após uma temporada 2025/26 marcada por lesões e desempenho abaixo do anterior. Foram nove gols em 25 partidas de Premier League. No início de 2026/27, porém, recuperou o posto de titular do Chelsea, marcou dois gols e deu duas assistências nas quatro primeiras rodadas, além de balançar a rede duas vezes na Copa da Liga.

Tuchel justificou o retorno pela recuperação dos números e pela importância que o jogador retomou no clube. Ainda assim, Bellingham, Rogers e Saka mantêm posições fortes, e o treinador terá de encontrar uma forma de encaixar Palmer.

A volta de Trent também representa uma mudança. O lateral do Real Madrid não era convocado por Tuchel desde junho de 2025 e ficou fora do Mundial. Agora, foi chamado como lateral-direito, não como meia adicional. O técnico ainda quer avaliar se ele entrega a segurança defensiva exigida pelo sistema.

No começo da temporada pelo Real Madrid, Trent iniciou apenas duas das seis primeiras partidas de LaLiga, enquanto Denzel Dumfries ganhou a posição. O retorno, portanto, é uma nova avaliação das qualidades do jogador com a bola diante das dúvidas sem ela.

Maguire e Shaw vivem cenário diferente

Maguire teve uma temporada 2025/26 considerada suficiente para esperar uma convocação. Ele havia sido usado por Tuchel contra Uruguai e Japão em março, mas ficou fora da lista definitiva da Copa. John Stones, Marc Guéhi, Ezri Konsa e Jarell Quansah foram vistos como alternativas mais adequadas ao projeto do Mundial.

A idade também pesa: Maguire completou 33 anos, enquanto a Inglaterra passou a incorporar jogadores como Branthwaite e Quansah. Luke Shaw permanece fora, apesar de uma boa temporada, em meio à transformação da lateral esquerda. Lewis Hall e Myles Lewis-Skelly foram chamados, e Lewis-Skelly também ganhou espaço no Arsenal como meio-campista e lateral híbrido.

Gibbs-White, que marcou 15 gols e deu quatro assistências na Premier League 2025/26, volta ao radar depois de não ter sido escolhido para a Copa. A ausência anterior ocorreu pela concentração de jogadores na mesma posição, e não pelo desaparecimento da disputa.

A presença de Ngumoha reforça a abertura para nomes mais jovens. O atacante já havia participado da preparação para a Copa e agora recebeu uma chance em uma janela oficial.

A derrota para a Argentina na semifinal também influencia a avaliação. A Inglaterra perdeu força na posse de bola, recuou e permitiu pressão até sofrer os gols. Para Tuchel, o desafio até 2030 será montar uma equipe capaz de manter as conexões entre defesa, meio-campo e ataque, e não apenas reunir jogadores talentosos.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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