Rio de Janeiro, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Tim Vickery vê nas seleções um contraponto ao futebol dos bilionários
Futebol

Tim Vickery vê nas seleções um contraponto ao futebol dos bilionários

Colunista afirma que a Data Fifa permite focar o jogo entre seleções e destaca o custo físico e mental das viagens para os atletas.

A crise envolvendo o Manchester City expôs, para Tim Vickery, o tamanho dos problemas criados quando o futebol passa a funcionar como produto da indústria global do entretenimento. A imprensa inglesa revelou na sexta-feira que o clube será declarado culpado por irregularidades financeiras cometidas durante vários anos.

Ainda há poucas informações sobre os detalhes do caso, mas Vickery afirma que a dimensão do problema é enorme. Na avaliação dele, clubes com donos muito poderosos conseguem contratar os melhores advogados para recursos e pedidos de compensação. O processo pode se espalhar, atingir outros times que se sintam prejudicados e virar um trauma para os torcedores.

Para o colunista, os clubes deixaram de representar apenas suas comunidades e passaram a ser brinquedos de bilionários ou instrumentos de “soft power” de estados. Nesse cenário, a figura do diretor de documentário e a atuação dos advogados podem ganhar mais peso do que o centroavante.

O intervalo para voltar ao campo

É nesse ambiente que Vickery vê valor na Data Fifa. O período permite deixar temporariamente as disputas financeiras de lado e concentrar a atenção no confronto entre uma seleção e outra. Para ele, defender o próprio país preserva uma dimensão mais pura do futebol, perceptível no esforço dos jogadores da seleção brasileira durante o giro atual.

O colunista também sustenta que as viagens da equipe não devem ser tratadas como algo sem custo. Mesmo com dinheiro, hotéis melhores e deslocamentos em primeira classe, um atleta de elite enfrenta desgaste físico e pressão psicológica. Uma viagem até a Austrália, dentro de um calendário cheio, pode afetar o desempenho.

O jogador ainda é avaliado por milhões de pessoas, inclusive quando atua pela seleção. A responsabilidade cresce durante a preparação para uma Copa do Mundo, que inclui amistosos e deslocamentos. Os clubes prefeririam preservar seus atletas, e não há grande recompensa financeira para essa etapa, mas os jogadores continuam participando em busca da glória em 2030.

Por isso, Vickery considera a Data Fifa parte do processo das seleções e um respiro diante do futebol transformado pelos interesses financeiros.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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