BELÉM — A Polícia Federal autuou uma empresa de vigilância e os clubes Remo e Paysandu após encontrar problemas na segurança de partidas realizadas no Estádio Mangueirão. A fiscalização ocorreu antes e durante os jogos contra Flamengo e Brusque.
Durante a partida do Remo contra o Flamengo, disputada no domingo (6) pela Série A do Campeonato Brasileiro, os agentes identificaram vigilantes sem o curso de extensão obrigatório para atuação em eventos sociais. O clube também foi responsabilizado por falhas na documentação de segurança do jogo.
A partida entre Paysandu e Brusque aconteceu na segunda-feira (7) e passou pela mesma verificação. Segundo a Polícia Federal, os dois clubes entregaram os planos de segurança incompletos e depois do prazo exigido para grandes eventos. No caso do Paysandu, o projeto não chegou a ser aprovado por causa dessas pendências.
O Remo afirmou que a autuação foi direcionada à empresa terceirizada contratada para trabalhar no jogo. O departamento jurídico do clube informou que vai analisar o caso e prestar esclarecimentos às autoridades competentes.
O Paysandu declarou que ainda não tinha recebido oficialmente a notificação até a publicação da informação.
A operação teve como objetivo verificar o cumprimento das regras aplicáveis à segurança privada. A Polícia Federal é responsável pela fiscalização das empresas e dos profissionais do setor. Caso sejam constatadas novas irregularidades, outras autuações poderão ser emitidas.
Desde a entrada em vigor do novo Estatuto da Segurança Privada, em setembro de 2024, a corporação diz promover ações de orientação e fiscalização com clubes, órgãos de segurança e organizadores de grandes eventos.
A Instrução Normativa DG/PF nº 340, de 31 de julho de 2026, passou a prever autuação para irregularidades encontradas nessas fiscalizações. A norma exige, entre outras medidas, que a PF seja comunicada com pelo menos 24 horas de antecedência sobre eventos com segurança privada, com dados dos vigilantes escalados e estimativa de público.








