O goleiro Paulo Vítor, do Atlético-GO, relatou ter sido alvo de injúria racial após o empate por 2 a 2 com o Juventude, no Estádio Alfredo Jaconi, pela 26º rodada da Série B. O árbitro Ramon Abatti Abel ativou o protocolo antirracismo depois da denúncia.
O relato após o apito final
Paulo Vítor discutiu com jogadores do Juventude ao fim da partida e apontou para a torcida posicionada atrás de seu gol. Na sequência, procurou Ramon Abatti Abel e informou que havia sido ofendido por um torcedor.
O árbitro fez o sinal de X na altura da cabeça, chamou o policiamento e registrou o episódio na súmula. De acordo com Júnior Mortosa, gerente executivo do Atlético-GO, o goleiro teria sido chamado de “macaco”.
“Vamos jogar, macaco”, teria dito um torcedor do Juventude que se aproximou do alambrado enquanto Paulo Vítor buscava a bola para o reinício do jogo. Antes disso, o goleiro havia sofrido uma entrada e ficou com marcas de chuteira na canela.
Depois da ativação do protocolo, torcedores do Juventude passaram a vaiar e também gritaram “timinho” para o Atlético-GO. Paulo Vítor conversou com atletas das duas equipes e se acalmou antes de seguir para o vestiário.
No local, o goleiro falou com a polícia. As autoridades tentarão identificar o torcedor por meio das câmeras do estádio. A súmula será divulgada em breve na CBF, conforme informou Júnior Mortosa.
Outro caso no estádio
O Alfredo Jaconi já havia registrado uma denúncia de racismo em maio deste ano. O atacante Marcos Paulo, do Juventude, afirmou ter sido vítima de injúria racial ao ser substituído contra o Sport e passar pelo lado de fora das quatro linhas.
O torcedor apontado no caso foi identificado, detido e levado à delegacia.








