A Polícia Civil identificou seis torcedores investigados pela hostilidade contra um menino corintiano que recebeu de Neymar uma camisa usada pelo atacante depois do clássico entre Corinthians e Santos, na Neo Química Arena. O caso ocorreu após a partida e envolveu também familiares da criança.
A apuração reuniu imagens do sistema de monitoramento do estádio e vídeos disponíveis sobre o episódio. Com base nesse material, as autoridades chegaram à identificação dos torcedores, que passaram a integrar o inquérito. A mãe do menino também prestou depoimento durante a investigação.
Os envolvidos podem responder por provocação de tumulto, crime previsto na Lei Geral do Esporte. A legislação permite a proibição de acesso a jogos do Corinthians por até três anos para quem for punido pelo caso.
Reações ao episódio
O Corinthians divulgou uma nota para repudiar a hostilidade contra a criança e seus familiares. Nesta sexta-feira (5), o menino esteve no CT Joaquim Grava, onde foi recebido por jogadores do elenco corintiano. Durante o encontro, ganhou presentes, tirou fotos e conseguiu autógrafos dos atletas.
Além do inquérito policial, o episódio teve consequência na esfera esportiva. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva aplicou ao Corinthians uma multa de R$ 10 mil pela desordem provocada por torcedores durante a ocorrência.
A investigação considera o comportamento dos torcedores que ainda estavam no estádio quando a criança e seus familiares foram hostilizados. Até o momento, todos os seis identificados pelas autoridades são alvo do inquérito que apura o caso.








