Rio de Janeiro, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia amplia presença militar americana na ilha
Brasil

Acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia amplia presença militar americana na ilha

Texto prevê controle americano sobre a segurança da Groenlândia e impede bases russas e chinesas no território.

Os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia assinam nesta terça-feira, 22, um acordo que amplia o papel americano na segurança da ilha ártica. A cerimônia será realizada às 10h30 no horário de Nova York, 11h30 de Brasília, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), durante a abertura da Assembleia Geral.

Donald Trump se reúne com Mette Frederiksen e Jens-Frederik Nielsen para formalizar o entendimento. O presidente americano afirmou que o texto garante aos Estados Unidos “controle permanente” sobre a segurança e outras necessidades da Groenlândia. O Departamento de Estado informou que o acordo também proíbe bases russas e chinesas no território.

O conteúdo integral permanece em sigilo. O entendimento deve permitir a expansão militar americana, além da Base Espacial de Pituffik. Estão previstos mais dois pontos de presença: Narsarsuaq, antiga base aérea usada durante a Guerra Fria, e Mestersvig, onde atua a Patrulha de Trenós Sirius, unidade das forças especiais dinamarquesas.

Soberania e negociações

A Dinamarca afirma que a soberania groenlandesa será preservada. Em Nova York, nesta segunda-feira, 21, Frederiksen disse que o pacto é “benéfico para a Groenlândia, os Estados Unidos e a Europa” por tratar de política de segurança. À rádio DR, ela classificou o acordo como “um bom acordo do ponto de vista dinamarquês”.

O governo groenlandês também sustenta que o texto respeita a soberania do reino e o direito da população à autodeterminação. A ilha tem autonomia e discute internamente a possibilidade de independência plena.

As negociações foram aceleradas após declarações de Trump, em janeiro deste ano, sobre o uso de força militar ou econômica para adquirir a Groenlândia. Durante seu primeiro mandato, ele já havia proposto comprar a ilha. Em dezembro de 2025, voltou a dizer que o território era necessário para a segurança internacional.

A Groenlândia é considerada estratégica para o monitoramento de ameaças vindas da Rússia e da Europa. A ilha também tem reservas minerais, petróleo e gás natural, mas a exploração enfrenta resistência de povos indígenas, barreiras burocráticas e restrições ambientais.

Com 57 mil habitantes e território equivalente a três vezes o tamanho do Texas, a Groenlândia terá a maior expansão americana desde a Guerra Fria, quando os Estados Unidos mantinham 17 instalações e mais de 10 mil militares no local.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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