Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Apucarana tem 22,3% menos nascimentos em dez anos
Brasil

Apucarana tem 22,3% menos nascimentos em dez anos

Dados do Ipardes mostram queda entre mães mais jovens e aumento dos nascimentos entre mulheres acima dos 35 anos.

O número de nascimentos em Apucarana caiu de 1.796, em 2015, para 1.396, em 2025, segundo dados do Ipardes sobre nascidos vivos no município. A redução foi de 400 registros, equivalente a 22,3% em dez anos.

A mudança também aparece na idade das mães. Entre mulheres de 15 a 19 anos, os nascimentos passaram de 251 para 109 no período, uma queda de 56,6%. Na faixa de 20 a 24 anos, foram 458 registros em 2015 e 278 em 2025, redução de 39,3%.

Na direção oposta, os nascimentos entre mulheres de 35 a 39 anos subiram de 198 para 213, alta de 7,6%. Entre mães de 40 a 44 anos, o número passou de 45 para 52, crescimento de 15,6%.

Um exemplo desse novo perfil é Jenifer Larissa, de 40 anos, que espera Antônio, seu primeiro filho. Ela conta que não planejava ser mãe e havia recebido de um médico a informação de que não poderia engravidar. Com isso, concentrou-se nos estudos e no trabalho.

“Eu não pensava muito em ser mãe. Estava focada em estudar e trabalhar”, relata Jenifer. A gestação veio como uma surpresa, já que ela não estava evitando engravidar. Durante o período, diz ter recebido apoio do marido, de familiares, amigas e colegas de trabalho.

Planejamento familiar

Para Sabrina Kuniczki, enfermeira obstetra, coordenadora da Atenção Materno Infantil e chefe da Seção de Atenção Primária em Saúde da 16ª Regional de Saúde, a mudança está ligada a fatores como a prioridade dada aos estudos e ao mercado de trabalho, além da redução da fecundidade.

Sabrina afirma que as famílias também passaram a ser menores, com aumento da proporção de mulheres com um ou dois filhos. Ela cita ainda a maior variedade e o acesso a métodos contraceptivos, incluindo o implante contraceptivo subdérmico no SUS, com duração de até três anos.

A enfermeira também aponta alterações na legislação sobre planejamento reprodutivo, que ampliaram o acesso à esterilização voluntária. Questões econômicas e sociais, como insegurança financeira, custo de criação dos filhos e dificuldade de conciliar trabalho e maternidade, podem influenciar a decisão de ter ou adiar uma gestação.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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