O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu a apuração das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Na quinta-feira, três, Cury afirmou que Moraes deve esclarecer sua conduta caso as informações encontradas pela Polícia Federal indiquem irregularidades.
“Se o Alexandre de Moraes deve, ele tem que provar que não deve e, se deve, [responder] até as últimas consequências”, declarou o presidenciável após uma reunião com o vice-presidente da Assembleia de Deus, José Wellington Costa Jr.
Cury disse que ministros do Supremo e outros integrantes do poder público precisam prestar contas à sociedade. Para ele, o contribuinte deve ser tratado como patrão pelos agentes públicos.
A manifestação ocorreu após a divulgação de um relatório da Polícia Federal elaborado com dados extraídos do celular de Vorcaro. O documento reúne mensagens enviadas pelo banqueiro a Moraes durante a crise enfrentada pelo Banco Master e o avanço das investigações que levaram Vorcaro à prisão.
Critérios para futuras indicações
Caso seja eleito, Cury afirmou que pretende indicar duas mulheres para as próximas vagas do STF. Atualmente, Cármen Lúcia é a única mulher entre os dez ministros em exercício.
O candidato também citou como critérios um currículo acadêmico, reputação ilibada, idade superior a 50 anos e ausência de filiação partidária nos cinco anos anteriores à indicação. Esses dois últimos requisitos não são exigidos pela Constituição.
Cury afirmou ainda que pretende priorizar integrantes de carreiras jurídicas. A proposta mencionada por ele prevê dois terços dos ministros vindos da magistratura, dois ou três do Ministério Público e um advogado.
A Constituição exige idade superior a 35 e inferior a 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada. A indicação presidencial depende da aprovação da maioria absoluta do Senado.
Mandato no Supremo
Cury também voltou a defender mandato de oito anos para os ministros, em substituição ao modelo atual, que permite a permanência no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos. “Oito anos de mandato, fim da vitaliciedade”, afirmou.
Há uma vaga aberta desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. A indicação de Jorge Messias para o posto foi rejeitada pelo Senado em abril deste ano por 42 votos a 34.
Além dessa cadeira, Luiz Fux completa 75 anos em abril de 2028; Cármen Lúcia, em abril de 2029; e Gilmar Mendes, em dezembro de 2030.








