Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Cães identificam rostos felizes e ativam circuito de recompensa, mostra estudo
Brasil

Cães identificam rostos felizes e ativam circuito de recompensa, mostra estudo

Exames cerebrais indicam que cães distinguem emoções humanas positivas das negativas, mesmo ao observar pessoas desconhecidas.

Um estudo publicado na revista iScience mostrou que cães distinguem rostos humanos felizes de outras expressões emocionais. Durante os exames, imagens de pessoas sorrindo ativaram regiões do cérebro ligadas ao processamento cognitivo e à recompensa.

Pesquisadores da Universidade de Viena analisaram inicialmente oito cães — seis border collies, um labrador e um golden retriever — enquanto os animais permaneciam imóveis dentro de um scanner cerebral. Eles observaram imagens de pessoas desconhecidas com expressões felizes ou neutras.

A investigação foi ampliada depois para 14 cães, que viram fotografias de pessoas felizes, zangadas, assustadas ou tristes. A atividade cerebral também foi examinada com aprendizado de máquina. O circuito de recompensa reagiu aos rostos felizes, mas não apresentou o mesmo padrão diante de raiva, medo e tristeza.

O que os exames mostraram

As fotografias de pessoas felizes aumentaram a atividade no córtex temporal e no núcleo caudado. As duas regiões estão relacionadas ao processamento cognitivo superior e ao sistema de recompensa, associado à sensação de prazer diante de experiências positivas, como comida, elogios ou outras recompensas.

A autora principal, Laura Cuaya, afirmou que os cães desenvolveram habilidades sociais para entender e cooperar com os humanos por meio da domesticação. Para ela, essa trajetória evolutiva é diferente da observada na relação entre humanos e primatas.

A análise de todo o cérebro identificou padrões distintos diante de emoções negativas. Raúl Hernández-Pérez, também da Universidade de Viena, disse que os cães distinguem emoções positivas das demais, mas podem não separar entre si as diferentes emoções negativas.

Os pesquisadores ressaltaram que a capacidade dos animais não depende necessariamente de uma relação anterior com a pessoa observada. Até rostos desconhecidos podem ter significado emocional positivo para os cães.

Limitações e próximos passos

O estudo teve um número pequeno de animais, e a maioria era formada por border collies, raça conhecida pela inteligência e pela capacidade de seguir sinais sociais. Os autores afirmaram que novas pesquisas precisam avaliar possíveis diferenças entre raças.

Os cães também não dependem apenas do rosto para interpretar as pessoas. Linguagem corporal, voz e cheiro fazem parte dos sinais usados pelos animais. Como todos os cães avaliados viviam em lares amorosos, os resultados podem não representar a forma como cães que vivem nas ruas processam sinais humanos.

Para participar dos exames, os animais passaram por treinamento gradual para permanecer imóveis e se acostumar à posição, aos equipamentos e aos sons da ressonância magnética. Segundo Raúl, eles participavam voluntariamente e podiam sair a qualquer momento.

A expectativa dos pesquisadores é investigar como os cães combinam esses sinais para compreender as pessoas e também ampliar a atenção às formas como eles próprios expressam emoções. Cuaya resumiu a principal implicação prática do estudo: “devemos sorrir para os cães”.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5