Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Mercúrio pode ter encolhido mais do que se estimava, aponta estudo
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Mercúrio pode ter encolhido mais do que se estimava, aponta estudo

Análise de marcas na superfície indica que a contração do planeta pode ter sido entre 10% e 30% maior que os cálculos anteriores.

Mercúrio pode ter encolhido mais do que os cientistas calculavam. Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Espacial do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) estima que a contração do planeta tenha sido entre 10% e 30% superior às avaliações anteriores.

Publicado nesta quinta-feira, 10, na revista Geophysical Research Letters, o trabalho calcula que Mercúrio perdeu aproximadamente 19 quilômetros de diâmetro desde sua formação, há cerca de 4,5 bilhões de anos.

A redução está ligada ao resfriamento do planeta. Durante a formação de Mercúrio, impactos intensos de asteroides e outros corpos rochosos elevaram a temperatura de seu interior. Com a perda gradual de calor, o interior se contraiu e provocou deformações na camada externa.

Na superfície, essas alterações aparecem como escarpas e cristas, semelhantes a grandes rugas espalhadas pelo terreno.

Crateras dificultaram a análise

Para estimar a dimensão da contração, os pesquisadores combinaram mapas geológicos anteriores com informações sobre a rugosidade da superfície obtidas por uma sonda da Nasa.

A grande quantidade de impactos foi um dos obstáculos. As crateras espalharam materiais pelo planeta e esconderam parte das estruturas associadas à contração. Por isso, terrenos mais antigos e cheios de crateras apresentavam menos evidências visíveis do processo.

A equipe concentrou a análise em regiões menos afetadas pelos impactos. A comparação indicou que estruturas ocultadas pelos detritos podem apontar para uma contração entre 10% e 30% maior do que a identificada anteriormente.

Pistas sobre o interior do planeta

A dimensão do encolhimento também pode ajudar a investigar a composição interna de Mercúrio. O planeta tem um núcleo metálico proporcionalmente grande, e sua evolução pode oferecer informações sobre a formação dessa estrutura.

Para Gaku Nishiyama, responsável pelo estudo, uma contração mais acentuada pode estar relacionada a diferenças na composição e nas condições iniciais do planeta. As possibilidades incluem um núcleo metálico maior, menos elementos leves, como o silício, misturados ao núcleo ou uma temperatura inicial mais elevada.

Os pesquisadores esperam que futuras missões espaciais obtenham dados mais detalhados sobre a superfície e o interior de Mercúrio. Essas informações poderão esclarecer quanto o planeta perdeu de tamanho e como seu núcleo e suas camadas externas evoluíram.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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