A proximidade da Lua em relação à Terra será um dos fatores que vão prolongar o eclipse solar total de 2 de agosto de 2027. Perto de Luxor, no Egito, a fase em que o Sol ficará totalmente encoberto poderá chegar a 6 minutos e 22 segundos, a maior duração do fenômeno no século 21.
Quando estiver próxima do perigeu, ponto de sua órbita mais perto da Terra, a Lua parecerá maior no céu. Com isso, sua sombra poderá manter o disco solar bloqueado por mais tempo. O alinhamento entre Sol, Lua e Terra e a passagem da sombra por áreas próximas ao equador também vão influenciar a duração da totalidade.
Onde o eclipse será visto
A faixa de totalidade vai atravessar regiões da Europa, do norte da África e do Oriente Médio. O eclipse poderá ser observado por completo em áreas da Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.
Em outras partes da Europa, da África e do sul da Ásia, será possível acompanhar apenas a versão parcial. Nesse caso, a Lua vai encobrir somente uma parte do disco solar.
Durante a totalidade, a luminosidade cairá rapidamente e o céu poderá ficar parecido com o crepúsculo. Estrelas e planetas mais brilhantes poderão aparecer em pleno dia. A coroa solar, camada mais externa da atmosfera do Sol, também ficará visível ao redor da silhueta escura da Lua.
Cuidados para observar
A observação direta do Sol sem proteção adequada pode causar lesões oculares graves. A recomendação é usar óculos próprios para observação solar que atendam à norma internacional ISO 12312-2 ou equipamentos com filtros solares apropriados. Óculos de sol comuns não são suficientes.
Nas áreas de eclipse total, a proteção poderá ser retirada apenas enquanto o Sol estiver completamente coberto. Assim que qualquer parte da superfície solar reaparecer, os olhos deverão ser protegidos novamente.
Apesar da duração incomum, o eclipse de 2027 não chegará ao limite máximo de um eclipse solar total, que pode superar sete minutos em condições específicas.









