CURITIBA — O Centro de Curitiba reúne 1.003 estabelecimentos ligados ao consumo de café, incluindo casas de chá e de sucos. O levantamento é da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento.
A expansão mudou o papel desses negócios. Além do formato “pague e leve”, há espaços preparados para clientes que trabalham no notebook, encontram amigos ou fazem uma pausa ao longo do dia. Por oferecerem mais do que bebidas, muitos passaram a ser vistos como um “terceiro lugar”, entre a casa e o trabalho.
Crescimento na cidade
O mercado de cafeterias avança entre 15% e 20% ao ano. Na cidade, foram abertos 662 espaços de janeiro a agosto, 127 a mais que no mesmo período do ano passado, uma alta de 23,5%.
O movimento começou no pós-pandemia e ganhou força no último ano. A revitalização do Centro pelo programa Curitiba De Volta ao Centro aparece associada à expansão, com novos investimentos e redução da burocracia.
Um estudo do Sebrae, publicado no Boletim de Tendências para Cafeterias, aponta que o setor brasileiro também se firma como espaço cultural, social e econômico. A análise considera fatores como qualidade do produto, ambientação, identidade de marca, conveniência e experiência.
Apesar da concentração no Centro, Curitiba tem quase 6 mil empreendimentos que comercializam café, distribuídos também pelos bairros. A cidade está entre as que reúnem mais comércios desse tipo no país e tem atraído grandes redes nos últimos anos.








