SÃO PAULO — O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, neste domingo, 20, a suspensão integral das emendas parlamentares impositivas. A proposta foi apresentada durante caminhada pela Avenida Paulista e integra um pacote de ajuste fiscal para um eventual governo.
O plano inclui ainda a redução de 25% nas despesas dos Poderes e dos órgãos independentes, além da revisão dos incentivos fiscais concedidos no Brasil. Caiado afirmou que pretende apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) transitória, com duração de dois anos, para limitar o crescimento dos gastos públicos a, no máximo, metade da expansão do PIB.
Segundo o candidato, a contenção das despesas permitiria reorganizar as contas públicas sem cortes sobre trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais. “Já priorizei quais os cortes que darei: 100% das emendas parlamentares impositivas”, afirmou. Na mesma declaração, ele citou a revisão dos incentivos fiscais.
Outra medida anunciada é o uso de plataformas de inteligência artificial para auditar programas federais. A ideia, de acordo com Caiado, é verificar a distribuição dos recursos e os resultados das políticas públicas.
Juros e inflação
Caiado também associou o nível dos juros às despesas do governo. Para ele, o Banco Central ajusta a taxa de acordo com a política fiscal. “Ele é consequência, não é a causa”, disse, ao afirmar que o aumento dos gastos levaria à elevação dos juros para conter a inflação.
O presidenciável declarou que seu plano poderia reduzir os juros para 7% e levar a inflação para uma faixa entre 3,5% e 4%.









