Rio de Janeiro, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Mudanças de hábitos podem elevar risco de câncer de mama em mulheres mais jovens
Brasil

Mudanças de hábitos podem elevar risco de câncer de mama em mulheres mais jovens

Oncologista relaciona o cenário a gestações tardias, menos filhos, menor amamentação, álcool, sedentarismo e alimentação inadequada.

O câncer de mama tem sido diagnosticado com maior frequência em mulheres mais jovens. Para o oncologista clínico Augusto Rodrigues Neto, o cenário está ligado principalmente a mudanças nos hábitos de vida e no comportamento reprodutivo nas últimas décadas.

Gestações mais tardias, redução do número de filhos e menor período de amamentação aumentam a exposição hormonal ao longo da vida, segundo o médico. Obesidade, sedentarismo, estresse, consumo de álcool e alimentação inadequada também podem elevar o risco da doença. O uso de anticoncepcionais foi citado como fator de risco, embora pequeno.

A atividade física aparece como fator protetor. Já o consumo de bebidas alcoólicas é associado a diferentes tipos de câncer, incluindo o de mama. Alimentos ultraprocessados, embutidos e ricos em gordura também foram apontados como hábitos relacionados ao aumento do risco.

Diagnóstico e sinais de alerta

O Ministério da Saúde passou a recomendar o início do rastreamento do câncer de mama aos 40 anos, com mamografia a cada dois anos. Rodrigues Neto ressaltou, porém, que a doença também pode surgir antes dessa idade.

A orientação para essas mulheres é conhecer o próprio corpo e buscar atendimento quando houver alterações novas, como o surgimento de um caroço ou o crescimento de um nódulo já identificado. A presença de um nódulo não significa necessariamente câncer: dores nas mamas e alterações benignas são comuns, mas qualquer mudança recente deve ser investigada.

“Quanto mais precoce a gente fizer o diagnóstico, maior a chance de cura”, afirmou o oncologista.

Tratamento e fertilidade

Mulheres jovens podem apresentar proporcionalmente mais casos de tumores triplo-negativos e classificados como HER2, que podem ter comportamento mais agressivo. O tratamento também precisa considerar o desejo de ter filhos, já que determinados procedimentos, especialmente a quimioterapia, podem provocar infertilidade.

Quando a paciente ainda pretende engravidar, a preservação da fertilidade deve ser discutida antes do início do tratamento. Entre as possibilidades estão a preservação do gameta e medidas para reduzir o risco de infertilidade.

Nos casos diagnosticados durante a gravidez, alguns tratamentos podem ser realizados durante a gestação, enquanto outros precisam ser adiados. Depois do nascimento do bebê, também pode haver situações em que a amamentação não seja possível.

Para Rodrigues Neto, o cuidado deve incluir os impactos emocionais e os projetos pessoais da paciente. “Existem soluções sim hoje em dia, a medicina tem avançado”, concluiu.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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