Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Perda da filha leva Alex Delgado a publicar guia contra afogamento infantil
Foto: Alex Ferrarini Delgado e Susan Foto Acervo da família 1300 p 867
Brasil

Perda da filha leva Alex Delgado a publicar guia contra afogamento infantil

Após a morte de Susan, em 2017, autor criou projeto e escreveu e-book com orientações para proteger crianças dentro e fora de casa.

A morte da filha Susan, vítima de afogamento em 2017, levou o agente de viagens Alex Ferrarini Delgado, 51 anos, a escrever o e-book “Afogamento Infantil — Você Pode Evitar!”. Na obra, ele relata a tragédia e reúne orientações para reduzir os riscos envolvendo crianças em piscinas.

Delgado também fundou o projeto Susan Forever, criado em 2019 para compartilhar informações sobre prevenção e orientar famílias. Desde então, passou a fazer palestras e conceder entrevistas no Brasil e em países como Portugal, Israel e Estados Unidos.

“Meu objetivo é disseminar o conhecimento a respeito da prevenção ao afogamento infantil”, afirma o autor. A mobilização dele junto a congressistas em Brasília contribuiu para a criação, em 2022, do projeto de lei nº 1944, que ainda está em tramitação e prevê ações de prevenção ao afogamento infantil.

A tragédia com Susan

Na época, Delgado tinha residência fixa em Orlando, na Flórida. Susan tinha dois anos quando se afogou na piscina da casa da família. Segundo o relato do pai, o local era cercado, mas um pequeno portão de acesso ficou aberto durante a visita de duas amigas de sua mulher.

A mãe encontrou a menina dentro da piscina. Delgado não estava em casa e, ao chegar, viu bombeiros tentando reanimá-la. Susan permaneceu por mais de 14 horas no hospital antes de morrer. Depois da perda, a família se mudou para a Inglaterra.

Foram 43 dias de negociações com autoridades norte-americanas para liberar o corpo, que seria sepultado em Goiânia, cidade natal da mãe. Após a liberação, houve dificuldade para a entrada no Brasil porque Susan não tinha passaporte. A família perdeu o voo para Goiânia, e o corpo foi levado de carro em uma viagem de mais de mil quilômetros.

Dados e prevenção

O livro reproduz informações do Boletim Epidemiológico de Afogamentos no Brasil, de 2020. O documento aponta o afogamento como a primeira causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos e a segunda entre aquelas de 5 a 9 anos. O levantamento indica que uma criança morre afogada no país a cada três dias.

A obra também menciona a proclamação, pela Organização das Nações Unidas, do dia 25 de julho de 2021 como o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento. No Brasil, a lei nº 14.936, de 26 de julho de 2024, instituiu o dia 14 de Abril como o Dia Nacional de Prevenção ao Afogamento Infantil — Lei Susan Delgado.

Entre as medidas citadas estão a instalação de cercas ao redor da piscina, o uso de portão automático, alarmes com sensores, ralos anti-sucção e piso antiderrapante na borda. O autor também recomenda aulas de natação, mas ressalta que elas não substituem a supervisão de um adulto.

“Uma criança pequena leva menos de dez segundos para ter o seu pulmão cheio de água”, alerta Delgado.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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