Carlos Germano criticou Luiz Eduardo Baptista, o Bap, pela postura em relação ao Vasco e defendeu o trabalho do presidente Pedrinho. O ex-goleiro afirmou que não entende a preocupação do dirigente do Flamengo com a situação financeira do rival e classificou declarações do rubro-negro como infelizes.
A manifestação ocorreu após os atritos entre as diretorias. Em agosto, o Flamengo notificou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) sobre a situação econômico-financeira do Vasco e pediu uma avaliação dentro das regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira.
Em entrevista à ESPN, Germano disse que os dois clubes deveriam cuidar das próprias administrações. “Não sei porque tanta preocupação em relação ao Vasco”, afirmou o ex-goleiro, que também pediu que cada instituição concentre esforços em seus próprios assuntos.
Defesa de Pedrinho e crítica à política
Germano saiu em defesa de Pedrinho, seu antigo companheiro de equipe, e afirmou não compreender o que considera uma perseguição ao Vasco. Para ele, a atual administração vem incomodando sem que haja motivo para isso, já que o clube está bem no cenário nacional.
O ex-jogador também projetou a retomada do Cruzmaltino e disse acreditar que o Vasco pode voltar a disputar títulos como em sua fase mais vitoriosa. “O Vasco é maior do que tudo isso”, declarou.
Na avaliação de Germano, as disputas políticas internas prejudicaram a administração e a imagem do clube. Ele também apontou decisões equivocadas de diferentes dirigentes como responsáveis pelo declínio esportivo a partir dos anos 2000.
Desde 2001, o Vasco sofreu quatro rebaixamentos no Campeonato Brasileiro e conquistou apenas um grande título nacional: a Copa do Brasil de 2011. Germano afirmou que, com uma gestão correta, firme e clara, o clube poderia ter acumulado mais títulos nacionais e Libertadores.
Confiança na reconstrução
O ex-goleiro citou Flamengo e Palmeiras como exemplos de clubes que mantêm grandes equipes e avaliou que o Vasco poderia ter seguido caminho semelhante. Para ele, a estrutura construída durante a fase mais vitoriosa não foi aproveitada por causa dos problemas administrativos.
Germano participou das conquistas do Campeonato Brasileiro de 1997 e da Libertadores de 1998. Também esteve no time vice-campeão mundial diante do Real Madrid em 1998, ao lado de Pedrinho e Felipe Maestro.
Apesar das dificuldades financeiras e esportivas acumuladas nas últimas décadas, o ídolo vascaíno demonstrou confiança no trabalho conduzido por Pedrinho e na possibilidade de o clube recuperar parte do protagonismo perdido.








