A reforma estatutária do Flamengo foi aprovada nesta terça-feira (15) pelo Conselho Deliberativo, com 643 votos favoráveis, 47 contrários e seis abstenções. A proposta apresentada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, em junho, recebeu 92,39% dos votos.
O novo modelo mantém o clube como associação civil e não prevê a transformação em Sociedade Anônima do Futebol. A principal alteração está na divisão das funções entre dirigentes eleitos, órgãos de supervisão e executivos remunerados.
Nova estrutura executiva
A gestão cotidiana ficará sob responsabilidade de uma diretoria profissional, formada por executivos escolhidos com base em critérios técnicos. O Diretor-Geral cuidará da gestão corporativa, enquanto o Diretor de Futebol ficará à frente do futebol profissional e das categorias de base.
As atuais vice-presidências específicas serão extintas. A proposta apresentada pela administração também separa as áreas de governança, supervisão e execução.
Conselho Gestor terá até 12 integrantes
A reforma cria o Conselho Gestor, chamado de COGE, para supervisionar a diretoria profissional e acompanhar diferentes setores da administração. O órgão será composto pelo presidente e pelo vice-presidente do Flamengo, por um Procurador-Geral e por nove a 12 integrantes nomeados livremente pelo presidente.
O mandato dos membros será de três anos. O presidente poderá nomear e destituir integrantes do conselho, além de precisar autorizar diferentes decisões e mudanças, especialmente aquelas ligadas ao departamento de futebol.
Esse ponto provocou divergências entre conselheiros antes da votação. Críticos demonstraram preocupação com a concentração de poder no presidente e com a liberdade para escolher os integrantes do COGE. Os defensores afirmaram que o estatuto elaborado em 1992 precisava ser atualizado diante da complexidade administrativa do clube.
Planejamento terá projeção de cinco anos
O orçamento anual passará a ser acompanhado por uma estratégia para os três anos seguintes e por uma projeção de cinco anos. O clube também usará indicadores para avaliar desempenho, metas, riscos, estrutura organizacional e gestão de pessoas.
A reforma ainda modifica regras de nepotismo e estabelece normas para a entrada, na estrutura profissional, de associados que já tenham ocupado cargos eletivos no Flamengo. Antes da aprovação final, a Comissão Permanente responsável pelo texto incorporou sugestões de conselheiros.








