A CBF apresentou nesta segunda-feira (21) uma proposta de horários fixos para o Campeonato Brasileiro a partir de 2027. O desenho foi aprovado por unanimidade pelos representantes dos 40 clubes das Séries A e B e pelas federações estaduais.
A mudança ainda será discutida com as emissoras que detêm os direitos de transmissão. A ideia da entidade é criar um padrão para o futebol brasileiro, reduzir a variedade de combinações e evitar partidas de diferentes divisões em horários semelhantes.
Entre 2023 e 2025, a CBF registrou 51 combinações de horários na Série A e 81 na Série B. Com uma grade definida, a entidade também pretende apresentar as competições como produtos mais atrativos para a venda de direitos em outros países.
Domingos e “Super Quarta”
A proposta concentra a maioria dos jogos nos finais de semana, principalmente aos domingos. O horário das 16h, de Brasília, deverá receber o maior número de partidas. Nas rodadas disputadas no meio de semana, a quarta-feira terá seis dos dez jogos possíveis, em uma iniciativa chamada pela CBF de “Super Quarta”.
Segunda-feira e sexta-feira poderão ser usadas em casos de adiamentos e remarcações. A previsão é que a maior parte dos confrontos seja disputada durante o dia e comece antes das 18h, de Brasília.
“Temos um diagnóstico de que os jogos concorrem em variados horários”, afirmou Helder Melillo, diretor executivo da CBF. Segundo ele, a grade fixa será debatida com os detentores dos direitos das Séries A e B.
A proposta também prevê horários exclusivos para a Série B em relação à primeira divisão. Serão quatro janelas, com o sábado concentrando a maior quantidade de partidas por rodada. A intenção é tornar as duas principais divisões complementares com o surgimento de uma liga do futebol brasileiro.
Outras decisões e pendências
A reunião também aprovou a redução gradual do limite de atletas estrangeiros no Brasileirão, de nove para cinco até 2030. Flamengo e Bahia não chegaram a um consenso sobre a medida. A criação de times B para disputar divisões inferiores avançou nas discussões, mas ainda não foi votada.
A CBF também mantém o debate sobre os gramados sintéticos. Não há consenso sobre o fim desse tipo de piso, uma discussão que envolveu Palmeiras e Flamengo nos bastidores desde a última temporada.
Maracanã e Neo Química Arena receberam críticas pela qualidade dos campos nesta temporada. A entidade considera a condição dos gramados um fator relevante para a negociação dos direitos de transmissão no mercado estrangeiro, além do risco de problemas físicos para os atletas em pisos irregulares.








