A CBF apresentou, e os clubes aprovaram, uma proposta para padronizar os horários do Brasileirão a partir de 2027. O plano prevê mais partidas em faixas diurnas e deixa a janela das 21h30 para apenas dois jogos de quarta-feira.
A grade elimina os jogos de sábado às 21h. Nesse dia, a Série A teria partidas às 16h e às 19h30. Aos domingos, as opções seriam 11h, 16h, 18h ou 18h30, além de 19h30.
No meio de semana, a proposta estabelece dois jogos na terça-feira às 20h e dois na quinta-feira, também às 20h. Na quarta-feira, seriam seis partidas, divididas entre 19h30, 20h30 e 21h30. Atualmente, há jogos de terça e quinta às 21h30 sem transmissão em TV aberta.
Regulamento pode alterar a programação
A principal dificuldade está no intervalo mínimo de 66 horas entre partidas do mesmo time, exigido pela CBF para garantir recuperação aos atletas. Uma equipe que atua às 21h30 de quinta-feira termina o jogo às 23h30 e só poderia voltar a campo no domingo às 17h30.
Por isso, um time que disputou Libertadores ou Sul-Americana na quinta-feira à noite não pode jogar às 16h do domingo. A partida pode acabar em uma plataforma de streaming, mesmo quando o torcedor espera uma transmissão em TV aberta.
Também existe o impacto de jogos fora do país. Se uma partida começar às 23h em Brasília, terminará à 1h de sexta-feira, e o compromisso seguinte só poderá ocorrer às 19h do domingo.
A proposta prevê ainda dois jogos fixos às 16h de sábado e um às 19h30. Porém, se Libertadores e Sul-Americana tiverem vários clubes brasileiros em campo na terça-feira seguinte, essas equipes precisarão jogar no sábado anterior. Nesse cenário, Flamengo, São Paulo, Cruzeiro e Grêmio poderiam fazer a CBF marcar quatro jogos no sábado, em vez de três, caso não se enfrentem na rodada anterior.
A faixa alternativa de sexta-feira às 20h também não resolve tudo. A sequência entre Copa do Brasil e torneios da Conmebol dificulta a escalação de equipes envolvidas nos mata-matas nesse dia.
Com diferentes emissoras escolhendo partidas e horários, a grade pode sofrer mudanças para atender às transmissões. A CBF terá de conciliar o regulamento, o calendário internacional e os contratos de televisão para transformar a proposta em uma rotina fixa para o torcedor.








