O Paraná registrou 76 ocorrências em 71 municípios após as chuvas fortes do fim de semana, informou a Defesa Civil no boletim divulgado às 11h40 desta segunda-feira, 14 de setembro. Os temporais afetaram 21.107 pessoas: 2.128 ficaram desalojadas e 395, desabrigadas. Três pessoas morreram, e cinco municípios decretaram situação de emergência: Dois Vizinhos, Espigão Alto do Iguaçu, Matelândia, Ramilandia e União da Vitória.
O quadro ocorre enquanto o Oceano Pacífico Equatorial segue em aquecimento, condição associada ao El Niño Forte, com anomalia de +1,8ºC. Em nota técnica conjunta, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e a Defesa Civil do Paraná estimam em 95% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte no último trimestre.
Os efeitos mais acentuados são esperados a partir da primavera. As projeções dos modelos climáticos indicam aumento gradual e sustentado das águas do Pacífico Equatorial nos próximos meses, com possibilidade de a anomalia superar +2ºC de outubro de 2-26 a janeiro de 2027.
Riscos previstos
O Simepar relaciona o El Niño a chuvas acima da média na Região Sul e a uma maior frequência de vendavais intensos, granizo, inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. As projeções já apontam aumento significativo da precipitação na primavera, com elevação expressiva das anomalias no Paraná a partir de outubro.
A alteração na circulação dos ventos da atmosfera pode aumentar a frequência e a intensidade de tempestades severas. O documento cita riscos de destelhamentos, danos à rede elétrica, quedas de árvores e prejuízos à infraestrutura.
O volume acumulado de chuva também amplia o risco de deslizamentos, especialmente nas regiões Sudoeste, Leste e Litoral. Bacias de resposta rápida podem sofrer enxurradas e alagamentos repentinos após as tempestades. O documento recomenda acompanhar a evolução dos cenários pelos Avisos Meteorológicos (BGR).








