O plano econômico de Flávio Bolsonaro é criticado por prever cortes drásticos no orçamento público e por se aproximar das políticas adotadas por Javier Milei, na Argentina, e Donald Trump, nos Estados Unidos. A avaliação é de que a proposta pode estimular uma recessão e reduzir a capacidade de atuação do Estado.
Na Argentina, a política econômica de Milei é associada ao fechamento de mais de 31 mil empresas, o equivalente a uma queda de 6,1% no total de companhias do país. Nos últimos 30 meses, também foram encerrados 245 mil postos formais de trabalho.
No mesmo intervalo, entre janeiro de 2024 e junho de 2026, o Brasil criou 3,88 milhões de empregos com carteira assinada, conforme dados do IBGE. A comparação é usada para contrastar os resultados do mercado de trabalho brasileiro com os registrados na Argentina.
Nos Estados Unidos, a política econômica de Trump é relacionada à inflação em alta, à perda de empregos e aos efeitos da política tarifária contra mais de uma centena de países. Em julho, 23 mil postos formais de trabalho foram fechados. As eleições legislativas de 3 de novembro são apresentadas como um teste para o presidente e o Partido Republicano, com a economia entre os principais temas.
Relação com Milei e Trump
Flávio Bolsonaro declarou que poderá contar com funcionários indicados pelo governo americano, caso seja eleito presidente. Daniella Marques, coordenadora do plano de governo do candidato do PL, afirmou: “o exemplo é Milei”.
A proposta é descrita como alinhada a uma redução significativa do orçamento público e a uma maior influência estrangeira na administração brasileira. A crítica ao modelo também cita o aumento da pobreza extrema e a queda na qualidade de vida da classe média argentina como sinais dos efeitos sociais esperados para o Brasil.








