Rio de Janeiro, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Missão aciona TSE por posts pagos pró-Flávio e alega interferência estrangeira
Foto: Renato Pizzutto/Band
Brasil

Missão pede ao TSE remoção de posts pagos em favor de Flávio Bolsonaro

Partido e Renan Santos alegam interferência estrangeira e financiamento irregular de propaganda eleitoral por perfis ligados a Donald Trump.

O partido Missão e Renan Santos, candidato à Presidência, acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra publicações pagas no X que favoreceriam Flávio Bolsonaro, candidato do PL. A representação foi apresentada nesta quarta-feira, 23, com pedido de decisão liminar.

A legenda e o candidato afirmam que os conteúdos foram publicados por perfis americanos ligados ao presidente Donald Trump e podem caracterizar interferência externa nas eleições brasileiras e financiamento estrangeiro de propaganda eleitoral. Eles pedem a retirada imediata das publicações e o bloqueio, no Brasil, de anúncios da plataforma de apostas Polymarket relacionados ao pleito.

Na ação, Missão e Renan Santos dizem que os perfis estrangeiros fizeram publicações pagas, em português e voltadas ao público brasileiro, sobre as eleições. O partido sustenta que os conteúdos não seriam apenas manifestações de opinião, por terem caráter eleitoral e promoverem apostas sobre o resultado da disputa presidencial.

A representação também afirma que a Polymarket é uma empresa estrangeira que opera um mercado de previsões baseado em criptomoedas. Segundo a peça, a empresa está proibida de oferecer e divulgar serviços no Brasil desde abril de 2024.

O documento aponta ainda uma circulação crescente, desde 20 de agosto, de postagens sobre o mercado de apostas relacionado à eleição presidencial brasileira. De acordo com a ação, as publicações destacavam Flávio Bolsonaro de forma favorável em comparação com os demais candidatos.

Pedidos ao tribunal

Missão e Renan afirmam que perfis que normalmente não tratam de política brasileira fizeram, em intervalo próximo, parcerias pagas sobre o mesmo candidato e com base nas estimativas da Polymarket. Para eles, isso pode configurar financiamento clandestino e estrangeiro de propaganda eleitoral por terceiros não autorizados.

A ação pede que o TSE reconheça a ilegalidade da propaganda remunerada e determine a condenação dos responsáveis pelos perfis ao pagamento de multa. Caso os usuários não possam ser responsabilizados, o partido e o candidato pedem que o X seja responsabilizado.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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