CURITIBA — A nova concessão do transporte coletivo de Curitiba prevê R$ 3,9 bilhões em investimentos, com 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031. O leilão está previsto para 26 de novembro, na Bolsa de Valores de São Paulo. As informações foram apresentadas durante uma edição do Conheça sua Urbs, organizada pela Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) nesta quarta-feira.
O futuro do sistema inclui integração temporal entre todas as linhas, novas rotas e medidas para aumentar a eficiência e a qualidade do serviço. Do total previsto, 96,75% serão destinados à frota, enquanto 3,25% correspondem à infraestrutura de recarga elétrica e a novas estações-tubo. O novo edital para a concessão foi publicado pela Prefeitura de Curitiba no mês de agosto.
Da história à operação
A programação também abordou o Bus Rapid Transit (BRT), modelo implantado na gestão do ex-prefeito Jaime Lerner. Hoje com 52 anos, o sistema deu fama mundial a Curitiba. Nos corredores exclusivos, são transportados 65% dos passageiros.
Funcionários de empresas do transporte coletivo, estudantes de urbanismo e busólogos participaram do encontro. Eles fizeram um passeio em um expresso de 1974 pelo pátio da Urbs e visitaram o CCO.
Miguel Morelli de Lima, 22 anos, estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), disse que a atividade ajudou a relacionar mobilidade e planejamento urbano. “O transporte impacta na qualidade de vida das pessoas”, relatou. Ele é usuário do Ligeirão.
O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, afirmou que Curitiba busca aprimorar o transporte público com biarticulados, canaletas exclusivas, biometria e entrega em casa do cartão aos estudantes.
Criada em 1963, a Urbs atua no planejamento, na operação e na fiscalização do transporte público. A empresa também gerencia equipamentos urbanos de uso comercial instalados em bens públicos da cidade.








