Os três processos envolvendo o Corinthians, Carlos Leite e empresas ligadas ao empresário somam aproximadamente R$ 91,3 milhões. Desse total, R$ 81,1 milhões permanecem em outras duas cobranças já reconhecidas no Regime Centralizado de Execuções (RCE).
A divisão dos valores é a seguinte: R$ 10,2 milhões no processo incluído no novo acordo, R$ 26,5 milhões vinculados à RC Consultoria & Assessoria Esportiva e R$ 54,6 milhões relacionados à B&C Consultoria & Assessoria Esportiva.
Dois processos ainda estão no RCE
O maior caso envolve a B&C. A cobrança, iniciada em R$ 33,4 milhões em janeiro de 2024, chegou a R$ 54,6 milhões após multas, juros e correções. A ação reúne operações com Cássio, Fagner, Camacho, Mateus Vital, Jonathas, Matheus Matias, Gil e Renato Augusto.
Há registros de renovações de Cássio e Fagner em 2018, 2019 e 2022. Também aparecem a contratação de Renato Augusto, em julho de 2021, e negociações envolvendo Gil em 2019 e 2020.
Na ação da RC, o valor passou de R$ 22,7 milhões, quando o processo começou em janeiro de 2024, para R$ 26,5 milhões. A cobrança inclui comissões e direitos de imagem ligados a negociações realizadas entre 2014 e 2018, como a renovação de Cássio, em agosto de 2014, a contratação de Fagner, em janeiro de 2015, e as vendas de Ramon Motta ao Besiktas, em junho de 2014, e de Elias ao Sporting, em agosto de 2016.
Acordo encerra uma das disputas
Em um dos três processos, o Corinthians aceitou manter a condenação de R$ 10,2 milhões e não apresentar recurso. O crédito será pago de forma parcelada dentro do RCE, em vez de ser cobrado em uma execução separada.
A ação trata da intermediação para a chegada de Felipe Bastos, em janeiro de 2017, e de direitos de imagem do ex-jogador referentes a agosto de 2018. A decisão também evita novos custos com custas processuais e honorários decorrentes da continuidade do caso.
O acordo foi proposto no fim de agosto e homologado na última sexta-feira por Miguel Ferrari Júnior, juiz da 43ª Vara Cível de São Paulo.
Histórico financeiro
Uma tentativa anterior de negociação ocorreu em novembro de 2023, nos últimos meses da gestão de Duilio Monteiro Alves. O modelo não avançou porque a Brax não assinou como anuente o contrato de cessão de crédito. Carlos Leite afirmou que essa participação teria sido exigida posteriormente por Augusto Melo e que, após a falta de solução, decidiu executar as dívidas em fevereiro de 2024.
A relação financeira também inclui empréstimos. Em 2008, Leite adiantou R$ 600 mil para contratações de Wellington Saci e Eduardo Ramos. Em 2017, assinou um contrato de mútuo de R$ 4,1 milhões com o clube. Com juros de 1,94% ao mês, o débito chegou a R$ 8,31 milhões no fim de 2021 e já foi quitado.








