SÃO PAULO — A Justiça ainda vai decidir se aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians. O dirigente é acusado de apropriação indébita qualificada por supostamente usar dinheiro do clube na contratação da Bear Security.
O MP também pediu o bloqueio de R$ 721 mil em bens de Stabile. Conforme a acusação, esse foi o total pago pelo Corinthians à empresa entre julho de 2025 e agosto de 2026. O promotor Cassio Conserino afirma que o serviço seria voltado à segurança pessoal do presidente e, possivelmente, de familiares.
Medidas solicitadas
Além do bloqueio patrimonial, o Ministério Público requereu cinco medidas cautelares. Entre elas estão a proibição de acesso às dependências do Corinthians e a restrição de contato com testemunhas e dirigentes do clube.
O órgão também solicitou a suspensão de qualquer função associativa exercida por Stabile, especialmente a representação institucional do Corinthians. A medida impediria o dirigente de participar de reuniões, negociações e atos administrativos ligados ao clube.
O promotor pediu ainda que o presidente não deixe o país sem autorização judicial. A solicitação inclui a proibição de viagens dentro do território nacional, sem autorização, por período superior a oito dias.
Elementos da investigação
A apuração começou no mês passado, depois de denúncias apresentadas por sócios do Corinthians sobre a contratação da empresa de segurança. Entre os elementos reunidos estão notas fiscais dos pagamentos e uma entrevista em que Stabile teria dito que o serviço era destinado à sua “segurança VIP”.
Conserino também menciona registros de seguranças acompanhando familiares do presidente em compromissos particulares. Outro ponto levantado pelo MP é que a Bear Security não teria autorização da Polícia Federal para atuar na atividade.
O Ministério Público conduz ainda outra investigação sobre a contratação de uma empresa para prestar serviços de segurança ao Corinthians. Caso a Justiça aceite a denúncia, Stabile se tornará réu e poderá apresentar provas e indicar testemunhas durante o processo.








