Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
MP denuncia quatro homens após jovem morrer ao tentar fugir de agressões em Londrina
Brasil

MP denuncia quatro homens após jovem morrer ao tentar fugir de agressões em Londrina

Alexandre Rodrigues Ramos caiu do 14º andar; investigação aponta cárcere privado, tortura e tentativa de alterar a cena para simular suicídio.

Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, morreu ao cair do 14º andar de um prédio enquanto tentava escapar de agressões, em 14 de agosto. O Ministério Público do Paraná afirma que ele estava mantido em cárcere privado e fugia de novas ameaças de violência. Inicialmente, o caso foi registrado como uma possível queda voluntária.

Quatro homens, com idades entre 22 e 24 anos, foram denunciados por tortura qualificada com resultado morte, cárcere privado e fraude processual. O MP-PR também pediu que eles paguem R$ 40 mil de indenização aos familiares da vítima. A Justiça autorizou que os investigados respondam ao processo em liberdade, e três usam tornozeleira eletrônica.

Investigação aponta agressões e tentativa de fuga

Segundo a promotora Márcia Regina dos Anjos, Alexandre foi ao apartamento para visitar a namorada e passou a ser acusado de furtar uma câmera fotográfica avaliada em aproximadamente R$ 12 mil. O equipamento, porém, teria sido vendido antes e não estava com ele.

A investigação aponta que o jovem foi levado a um cômodo, amarrado pelas mãos e pelos pés com um cabo de extensão e submetido a agressões físicas e psicológicas durante aproximadamente quatro horas. A Polícia Civil do Paraná afirma que ele recebeu socos, chutes e tapas, foi ameaçado de morte e obrigado a ingerir dois comprimidos de um medicamento que poderia alterar seu estado de consciência.

A promotora afirmou que Alexandre conseguiu se soltar usando um objeto cortante. Depois, tentou romper a tela de proteção da sacada para alcançar o apartamento localizado no andar inferior. “Segundo consta nas investigações, havia também ameaça no sentido de que a vítima seria levada para outro local, a fim de ser aplicado corretivo”, disse Márcia Regina dos Anjos.

A perícia concluiu que Alexandre rompeu parte da rede com os pés, mas não alcançou o apartamento abaixo. Um morador testemunhou parte da tentativa. Segundo o delegado Roberto Fernandes, ele encontrou o vidro fechado e a rede de proteção antes de cair. O estado de saúde da vítima antes da queda ainda deverá ser detalhado por laudo pericial.

Suspeita de alteração da cena

De acordo com a denúncia, os investigados tentaram criar a aparência de suicídio após a queda. Objetos que teriam sido usados nas agressões foram escondidos, fotografias do período em que Alexandre ficou preso foram apagadas e documentos pessoais dele foram descartados.

A polícia havia sido chamada para uma ocorrência tratada como possível suicídio, mas encontrou elementos que levantaram dúvidas sobre essa versão. A chave do cômodo de onde Alexandre caiu estava do lado externo da porta. Testemunhas também relataram que ele havia sido mantido preso e agredido. O delegado Miguel Chibani afirmou que dois investigados confessaram os crimes durante os depoimentos.

Seis pessoas estavam no apartamento: Alexandre, a namorada, os quatro homens investigados e outro morador, que teria denunciado o caso após a chegada da polícia. A namorada disse ter presenciado parte das agressões e relatou que foi ameaçada ao tentar entrar no cômodo.

Os advogados Arthur Travaglia e Claudia Piccin contestaram a denúncia e afirmaram que há “inconsistências e excesso de acusação”. A defesa sustenta que os fatos serão esclarecidos durante a instrução processual.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5