Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Polícia investiga se pai planejou ficar sozinho com filha antes de prisão em Goiás
Brasil

Polícia investiga se pai planejou ficar sozinho com filha antes de prisão em Goiás

Adolescente registrou o abuso dentro do carro após orientação da mãe e foi acolhida na escola; suspeito nega ter tocado as partes íntimas.

A Polícia Civil investiga se um homem de 34 anos planejou ficar sozinho com a filha de 13 anos antes de ser preso em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável. O caso teria ocorrido dentro de um carro, na segunda-feira, 14, quando ele insistiu em levar a adolescente à escola, tarefa que, segundo a investigação, não costumava fazer.

A menina chegou à escola chorando e em estado de abalo emocional. A equipe da unidade chamou a mãe, que foi à delegacia e relatou o episódio. O suspeito foi localizado após diligências, levado para uma unidade prisional e permanece à disposição da Justiça. A audiência de custódia está prevista para esta terça-feira, 15, às 17 horas.

Registro feito pela adolescente

A adolescente gravou o momento em que o pai teria tocado seu corpo, inclusive nas partes íntimas, mesmo depois de ela pedir que parasse. A possibilidade de registrar o comportamento surgiu após a menina contar à mãe que já havia se sentido desconfortável com toques nas pernas.

A mãe orientou a filha a fazer uma gravação caso a situação voltasse a ocorrer. Para a delegada Aline Cardoso, responsável pela investigação, o episódio anterior não tinha elementos suficientes para caracterizar abuso, mas serviu como alerta. “O toque a deixou desconfortável e acendeu um alerta”, afirmou.

A Polícia Civil informou que a divulgação das imagens foi autorizada pela adolescente, por meio da responsável, com finalidade educativa e de conscientização sobre denúncias de violência sexual.

Suspeita e versão apresentada

A insistência do homem em levar a filha à escola chamou a atenção da investigação. “Então, o que aparenta se tratar de uma premeditação”, disse Aline Cardoso.

Até o momento, a polícia não encontrou indícios de outras vítimas. Também não foram identificadas falhas na atuação da família ou da rede de proteção.

No interrogatório, o suspeito negou ter tocado as partes íntimas da filha e admitiu apenas ter passado a mão pelas pernas dela. Ele também disse que os R$ 200 oferecidos após o episódio seriam uma quantia que pretendia dar à adolescente. Sobre o pedido para que ela não contasse à mãe, afirmou que queria evitar que ela “pensasse algo errado”.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do caso. Denúncias de violência sexual podem ser feitas pelo 190, em situações de flagrante ou risco à vítima. O Disque 180 recebe denúncias e oferece atendimento 24 horas. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp, no número (61) 99656-5008.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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