Rio de Janeiro, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Doações efetivas no Paraná sobem de 70 para 293 em 2026
Foto: Albari Rosa/AEN
Brasil

Doações efetivas no Paraná sobem de 70 para 293 em 2026

Estado supera 10 mil transplantes desde 2011, com quatro OPOs e recusa familiar abaixo da média nacional.

O Paraná registrou 293 doações efetivas entre janeiro e agosto de 2026, quando os órgãos foram retirados e encaminhados para transplante. No mesmo período de 2011, foram 70. O crescimento é superior a 300% e ocorre no ano em que o Estado ultrapassou 10 mil transplantes desde a criação do Sistema Estadual de Transplantes (SET), em 2011.

Em números anuais fechados, as doações passaram de 111, em 2011, para 462, em 2025. Entre janeiro e setembro deste ano, foram realizados 1.386 transplantes de órgãos e tecidos no Paraná.

A operação é coordenada por quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), instaladas em Curitiba, Cascavel, Maringá e Londrina. Juntas, elas contam com 26 funcionários responsáveis por acompanhar as etapas da doação e da destinação dos órgãos.

O Sistema Estadual de Transplantes trabalha 24 horas por dia, monitorando a demanda e a disponibilidade de órgãos. A estrutura conecta pacientes que aguardam na fila à rede hospitalar e mantém equipes integradas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de todo o Estado.

Acolhimento às famílias

O processo começa quando uma unidade de saúde notifica um caso neurológico grave com possível evolução para morte encefálica. As OPOs e as Equipes Hospitalares de Doação para Transplantes (e-DOTs) validam o diagnóstico, acompanham a manutenção clínica do paciente e conduzem a entrevista com a família.

No Paraná, a recusa familiar para a doação é de 33%, enquanto a média do País chega a 45%. O trabalho das equipes inclui suporte emocional, esclarecimento de dúvidas e treinamento contínuo para a comunicação de más notícias e os cuidados com um possível doador.

Depois da autorização familiar, a OPO articula a captação com o SET-PR, reserva centros cirúrgicos, identifica amostras biológicas e, quando necessário, alinha os trâmites legais com o Instituto Médico-Legal (IML).

As organizações também capacitam médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais das instituições de saúde. Em Cascavel, a OPO responsável pelo Oeste e pelo Sudoeste do Estado viabilizou 80 doações efetivas entre janeiro e setembro de 2026, resultado em mais de 256 transplantes.

A unidade promove ações como o “Bloco Doação de Órgãos, Fale sobre isso” para ampliar o debate fora dos hospitais. A proposta é estimular que as famílias conversem previamente sobre a doação, facilitando a decisão no momento da entrevista na UTI.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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