PARANÁ — O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) registrou 3.158 novos doadores de medula óssea neste ano. Os cadastros foram feitos em 21 das 25 unidades de coleta da rede, distribuídas por todas as regiões do Estado.
O Paraná tem 597.621 doadores registrados no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). O número representa 10% dos 5,9 milhões de doadores do País e 50% dos 1,2 milhões cadastrados na região Sul.
Como funciona a busca por compatibilidade
O Redome reúne e coordena as informações dos doadores voluntários em uma base nacional. Quando um paciente precisa de transplante e não encontra um irmão ou outro parente próximo compatível, o sistema cruza dados genéticos para identificar um possível doador.
A busca não fica restrita ao estado onde o paciente mora. Se houver compatibilidade, o doador é chamado para etapas complementares. Os registros dos pacientes são incluídos pelo médico responsável, em um sistema online destinado a diagnósticos previstos no Regulamento do Ministério da Saúde. O doador pode ser convocado até completar 60 anos.
Embora a leucemia e outros tipos de câncer estejam entre as doenças associadas ao transplante de medula, o tratamento também pode ser utilizado em casos de anemia, doenças autoimunes e algumas doenças genéticas raras. Para diversas doenças do sangue, o transplante é a única esperança de cura.
Transplantes realizados no Estado
Ao longo de 2025, foram feitos 294 transplantes de medula no Paraná. A soma inclui transplantes aparentados, autólogos — quando a pessoa doa para si mesma — e não aparentados. De janeiro a agosto de 2026, o Estado registrou 267 procedimentos.
“Em muitos casos, a doação de medula pode ser a única chance de sobreviver”, afirmou Juliana Ribeiro Giugni, coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes. Ela também destacou que cada novo cadastro pode ajudar pacientes de qualquer lugar do Brasil e até de fora do País.
Cadastro e atualização dos dados
Para entrar no Redome pelo Paraná, é necessário procurar uma unidade do Hemepar, ter entre 18 e 35 anos, não apresentar doenças impeditivas, como HIV, hepatites B e C ou doenças autoimunes, e levar um documento oficial com foto. A coleta exige apenas 5 ml de sangue para o teste de compatibilidade genética.
A data também reforça a necessidade de manter os dados pessoais atualizados. “Quem já está registrado deve manter suas informações atualizada para garantir que seja encontrado”, disse Vivian Raksa, diretora do Hemepar. A atualização pode ser feita pelo site do Redome ou pelo aplicativo da instituição, que também permite acessar a carteirinha e a declaração de doador.
O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é celebrado no terceiro sábado de setembro. Neste ano, a data será em 19 de setembro. A mobilização foi instituída pela Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea (World Marrow Donor Association – WMDA) para conscientizar sobre a doação, homenagear doadores e estimular novos cadastros.
Nos transplantes de medula, doador e receptor podem interagir se houver consenso entre as partes. A comunicação é intermediada pelo Redome e segue prazos específicos: o doador pode receber informações sobre a saúde do receptor seis meses após o transplante. Depois de 18 meses, pode ocorrer um encontro, desde que todos concordem.








