ANÁPOLIS — Estudantes da Escola Walmir Bastos Ribeiro participam nesta sexta-feira, 11, a partir das 14h, de uma programação sobre identidade, ancestralidade e cultura afro-brasileira. As atividades envolvem alunos do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Fundamental.
A agenda inclui capoeira, jongo, música e uma oficina de turbantes. Também está prevista uma apresentação do Grupo Tesouro Capoeira. A proposta é discutir as relações étnico-raciais com ferramentas que vão além do conteúdo tradicional em sala de aula, destacando contribuições históricas, sociais e culturais da população negra.
A programação faz parte do projeto “Loide Canta Mulheres Negras”, idealizado pela professora Loide Oliveira. Ela afirma que a iniciativa foi estruturada a partir da legislação que determina a inclusão da História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar.
“Respeito, valorização e proteção da História e Cultura Afro-Brasileira são elementos estruturantes de uma educação inclusiva e plural”, afirma Loide.
Participação de Mestre Tuísca
As crianças também vão conversar com Carlos Antônio dos Reis, conhecido como Mestre Tuísca, sobre cultura, identidade e ancestralidade. Ele atua como mestre de Capoeira Angola, contra-mestre de Capoeira Regional, cantor, compositor, percussionista e professor de música.
Em Anápolis, Mestre Tuísca está à frente do Grupo Jongo Iracema, criado em agosto de 2012 para preservar e difundir o jongo em Goiás. A manifestação de matriz africana reúne música, canto, dança e percussão e está ligada à trajetória das populações negras no Brasil.
A presença do mestre busca aproximar os estudantes dessas tradições por meio do contato direto com quem trabalha na preservação delas. A proposta também inclui o diálogo sobre pertencimento, diversidade e relações étnico-raciais dentro e fora da escola.








