Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Goiás amplia acessibilidade nas escolas, mas mantém desigualdade no trabalho
Brasil

Goiás amplia acessibilidade nas escolas, mas mantém desigualdade no trabalho

Estudo do IBGE mostra avanço nos recursos escolares e diferenças de ocupação e renda entre pessoas com e sem deficiência no Estado.

O Estado tinha 481,3 mil pessoas com deficiência em 2022, o equivalente a 7% da população com 2 anos ou mais. O percentual ficou abaixo da média brasileira, de 7,3%, segundo estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior diferença aparece no mercado de trabalho. O nível de ocupação era de 35% entre as pessoas com deficiência, contra 61,6% entre aquelas sem deficiência — uma distância de 26,6 pontos percentuais. Ainda assim, Goiás registrou o 6º maior índice do país para esse grupo, acima da média brasileira, de 29%.

Na renda domiciliar per capita média, as pessoas com deficiência recebiam R$ 1.432, enquanto o valor entre as pessoas sem deficiência era de R$ 1.727. A renda do primeiro grupo correspondia a 83% da registrada entre os goianos sem deficiência e superava a média nacional de R$ 1.354.

A proporção de pessoas com deficiência aumentava conforme a idade. O índice era de 1,7% entre crianças de 2 a 9 anos e chegava a 20,9% na população com 60 anos ou mais. Entre as mulheres, o percentual era de 7,7%, ante 6,2% entre os homens.

Avanço na acessibilidade escolar

A parcela de escolas goianas com pelo menos um recurso de acessibilidade subiu de 79,8%, em 2019, para 93,1%, em 2025. O avanço foi de 13,2 pontos percentuais. No Brasil, o indicador passou de 56% para 78,5% no mesmo período.

Entre os recursos estão rampas, pisos táteis, elevadores, corrimãos, portas adequadas para circulação e sistemas de sinalização sonora, tátil, visual ou luminosa.

Na rede pública de Goiás, o indicador passou de 76,5% para 91,9%. Nas escolas particulares, avançou de 89,9% para 96,7%.

Em 2025, 49,4% das escolas do Estado tinham profissionais de apoio para estudantes com deficiência. O índice representa aproximadamente 2,3 mil dos 4.752 estabelecimentos de ensino e foi o 2º maior do Brasil, atrás de Mato Grosso, com 51,4%.

A diferença entre as redes também aparece nesse indicador: 62,3% das escolas públicas tinham profissionais de apoio, contra 10,2% das particulares. Já as salas de recursos multifuncionais para o Atendimento Educacional Especializado estavam presentes em 33,9% das escolas goianas, sendo 40,9% na rede pública e 12,8% na privada.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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