Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Lei em Goiás prevê medição anual do IMC de alunos estaduais
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Lei em Goiás prevê medição anual do IMC de alunos estaduais

Medida entrou em vigor, mas ainda não define quem fará as avaliações nem como os resultados serão usados.

Uma lei sancionada em Goiás passou a prever o acompanhamento anual do estado nutricional dos estudantes da rede pública estadual. A medida determina a realização de avaliação antropométrica nas escolas ou, pelo menos, a verificação anual do Índice de Massa Corporal (IMC).

A regra foi criada pela Lei nº 24.523, que entrou em vigor em 9 de setembro, data de sua publicação. O texto altera a Lei nº 20.456, de 2019, responsável por instituir a Semana Estadual de Combate e Prevenção à Obesidade Infantojuvenil.

A legislação, porém, não informa quais profissionais farão os procedimentos, em que período do ano as avaliações ocorrerão, como os dados serão armazenados nem quais providências deverão ser tomadas após os resultados. A definição da estrutura ficará sob responsabilidade do Poder Executivo, segundo o deputado estadual Karlos Cabral (PSB), autor da proposta.

Dados sobre obesidade infantil

A mudança ocorre enquanto dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), referentes a 2025, registram 43.900 crianças de zero a dez anos classificadas com obesidade em Goiás. Elas estavam entre 469.899 crianças acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde no estado, o equivalente a 9,34% do total avaliado.

O levantamento relaciona a obesidade infantil a fatores de risco para hipertensão, colesterol elevado, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Essas condições podem elevar o risco de doenças cardiovasculares.

A cardiopediatra Mirna de Sousa afirmou que o acompanhamento regular do crescimento ajuda a perceber mudanças antes que elas avancem. Ela também destacou que o ganho de peso acontece de forma gradual e pode não ser notado logo pelas famílias.

Projeto foi reduzido durante a tramitação

Na proposta original apresentada à Assembleia Legislativa de Goiás, Karlos Cabral previa uma ação conjunta das Secretarias de Estado da Educação e da Saúde. O plano incluía a coleta de medidas dos estudantes nas escolas, a criação de um banco de dados estadual e o uso dessas informações no planejamento de políticas de prevenção e tratamento.

O texto recebeu um substitutivo e foi simplificado durante a tramitação. A versão aprovada manteve a avaliação anual das medidas corporais ou, no mínimo, do IMC. Também deixou para o Poder Executivo a organização da iniciativa, respeitando as atribuições das áreas de Educação e Saúde.

Cabral disse que a proposta busca identificar cedo situações que possam exigir orientação ou acompanhamento. “O propósito é cuidar, orientar e prevenir. Estamos falando de saúde, não de estética”, afirmou.

O deputado também defendeu que os procedimentos sejam individuais e preservem a privacidade dos alunos. Para ele, informações como peso, medidas corporais e IMC não devem ser usadas para comparações nem divulgadas de modo a expor crianças e adolescentes.

A proposta original previa ainda orientação nutricional nas escolas vinculadas ao Programa Saúde na Escola, com participação das equipes do programa. Esse ponto não aparece na redação final da lei.

A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) ainda não detalhou como a medida será aplicada, quais profissionais participarão, quando os procedimentos começarão e que encaminhamentos serão feitos a partir dos resultados.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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