Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Flávio Bolsonaro atuou na defesa de PM acusado de matar menina de 5 anos
Foto: Fonte: Agência Senado
Brasil

Flávio Bolsonaro assinou recurso de PM acusado de matar menina em Niterói

Senador integrou a defesa de Bruno Delaroli, que aguarda julgamento após decisão que o levou ao júri popular.

O senador Flávio Bolsonaro integrou a defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) de matar Ana Clara Machado, de 5 anos, durante um patrulhamento em Niterói. O parlamentar assinou um recurso apresentado em 2024 ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão que submeteu o caso a júri popular. A tentativa foi negada, e não cabem mais recursos. Delaroli aguarda julgamento.

Ana Clara brincava com o irmão, de 2 anos, na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, quando foi atingida por um disparo de fuzil. O crime ocorreu na manhã de 2 de fevereiro de 2021. Segundo a denúncia do MPRJ, o cabo do 12º BPM de Niterói atirou em direção a uma área residencial e de lazer, assumindo o risco de matar.

Delaroli chegou a ser preso preventivamente, mas a prisão foi substituída por medidas cautelares em novembro de 2021. Na defesa, ele afirmou ter reagido a uma suposta agressão de traficantes armados. A promotoria disse não haver indícios de confronto prévio. Testemunhas negaram troca de tiros, e a perícia encontrou estojos compatíveis com a munição usada pelo policial.

Outros policiais na defesa

Flávio Bolsonaro também assinou recurso ao STJ em defesa de quatro PMs acusados de matar quatro homens em uma emboscada no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio, em 16 de janeiro de 2020. A banca tentou reverter a decisão que levou os réus ao tribunal do júri.

Os acusados eram os cabos Pedro Jeremias Lemos Pinheiro, Victor Barcelleiro Batista e Rafael Nascimento Rosa, além do sargento Ricardo de Moraes Mattos. Conforme o MPRJ, os policiais teriam se escondido em um imóvel e feito disparos de cima para baixo, surpreendendo as vítimas.

Nos dois casos, o senador atuou com inscrição suplementar da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF). O registro foi obtido em abril de 2021, mesmo mês em que ele abriu um escritório no Lago Sul, em Brasília. O escritório Paulo Klein Advogados informou que não se pronunciaria. Flávio Bolsonaro e o escritório Giusto e Klein Advocacia não responderam aos contatos.

A defesa de Delaroli também teve a assinatura de Paulo Márcio Ennes Klein, que já atuou para Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro investigado no caso das chamadas rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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