RECIFE — Flávio Bolsonaro (PL) apresentou propostas para a segurança pública durante um comício no Cais da Alfândega, na região central do Recife, na noite desta quarta-feira, 16. Entre as medidas citadas estão a castração química para condenados por estupro e abuso sexual de crianças, a redução da maioridade penal e a ampliação do sistema prisional.
A castração química já aparece no programa de governo do candidato para a eleição de 2026. Conforme o documento, a adoção da medida e outras mudanças na legislação penal dependem, em parte, de alterações no Congresso Nacional.
Durante o ato, Flávio recebeu um facão cenográfico ligado à campanha do deputado estadual Abimael Santos (PL), candidato à reeleição. Ao comentar crimes sexuais, o candidato declarou: “vai ter castração química para você, para aprender a nunca mais tocar em uma mulher sem que ela queira”.
Maioridade penal e presídios
Flávio também voltou a defender que adolescentes de 16 anos respondam como adultos quando cometerem crimes considerados de adulto. O programa prevê ainda punição para adolescentes a partir de 14 anos em determinados crimes graves.
“Bandido que tem 16 anos e comete crime de adulto vai responder como adulto”, afirmou o candidato, que citou estupro e tráfico de drogas ao falar sobre menores infratores.
O plano de governo prevê a criação de 500 mil novas vagas em presídios ao longo de quatro anos.
Facções e campanha no Nordeste
No discurso, Flávio disse que pretende endurecer o combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ao Comando Vermelho (CV) e às milícias. A proposta é classificar essas organizações como terroristas. O programa também menciona a classificação de facções como organizações narcoterroristas.
A agenda no Recife integrou uma série de compromissos pelo Nordeste. Antes de Pernambuco, o senador passou pelo Ceará, com atividades em Fortaleza e Juazeiro do Norte.
Durante a passagem pela região, Flávio criticou novamente o Supremo Tribunal Federal (STF). Em Juazeiro do Norte, declarou que poderá escolher cinco ministros para a Corte caso seja eleito e surjam as vagas previstas durante um eventual mandato. As falas ocorreram enquanto o STF discutia o caso Banco Master.









