Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Brasil

Renan Santos rejeita apoios no 2º turno e ataca Flávio Bolsonaro

Candidato do Missão também criticou ministros do STF, acusou Augusto Cury de comprar influenciadores e defendeu a pena de morte.

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) descartou apoiar qualquer adversário em um eventual segundo turno e atacou Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de ladrão. Em sabatina, ele afirmou que o eleitor está anestesiado diante da crise no Supremo Tribunal Federal e disse que Lula é o candidato mais prejudicado pelo episódio.

Renan criticou a ausência de adversários em debates e sabatinas. Na avaliação dele, a sucessão de escândalos e o excesso de informações deixaram os eleitores sem discutir as eleições. “Os escândalos já anestesiaram o eleitor”, afirmou.

A última pesquisa Datafolha citada na sabatina apontou Renan com 3% das intenções de voto. Lula tinha 38%, Flávio Bolsonaro, 33%, e Augusto Cury, 8%. Caiado aparecia com 4%, em empate técnico com o candidato do Missão.

Ataques a Flávio e ao bolsonarismo

Renan negou qualquer semelhança com Flávio Bolsonaro e disse que não apoiaria o senador em um segundo turno. Também afirmou que não há diálogo possível com o bolsonarismo, grupo que, segundo ele, exige submissão, assim como o PT.

O candidato chamou Flávio de “bandido da política” e afirmou que o adversário usa sua base para tentar chegar ao segundo turno, assim como Lula. Renan também disse que a possibilidade de apoiar outro candidato está descartada.

Críticas ao STF

Se for eleito, Renan afirmou que não considerará aceitáveis decisões dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Para ele, os dois não têm legitimidade para ocupar cadeiras no Supremo.

Toffoli e Moraes estão no centro da crise mencionada na sabatina. Investigações apontam supostas ligações dos ministros com Daniel Vorcaro. Mensagens entre o dono do extinto Banco Master e Moraes foram encontradas pela PF e se tornaram públicas na semana passada. A relação de Toffoli com o banco também foi exposta. Um fundo ligado à instituição era sócio do resort Tayayá, ligado à família do ministro.

Cury e propostas de segurança

Renan questionou o crescimento de Augusto Cury nas pesquisas e acusou o candidato do Avante de usar ferramentas para comprar influenciadores e criar uma bolha de apoio. Ele também criticou uma norma do TSE que, na avaliação dele, impede o funcionamento dos algoritmos durante as eleições.

O candidato declarou ser favorável à pena de morte, mas disse que não adotaria a medida em um primeiro mandato. Segundo Renan, seria necessário mudar a Constituição. O plano de governo dele prevê prisão perpétua, aumento de penas e outras medidas.

Renan também afirmou que é possível derrotar o crime organizado sem a pena de morte e voltou a defender a redução de diferentes tipos de violência. Ao falar sobre feminicídio, criticou a falta de atenção aos assassinatos de homens negros, além das mortes de crianças e adolescentes, e questionou a atuação do movimento feminista brasileiro.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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