GOIÂNIA — Goiânia recebe muitos visitantes em conexão para outros destinos, e esse foi o principal motivo de viagem identificado na primeira etapa da Pesquisa de Demanda Turística. Do total de 354 entrevistados, 32,20% estavam na capital de passagem. Visitas a familiares e amigos responderam por 22,32%, enquanto lazer apareceu com 13,28%, negócios ou trabalho com 10,73% e turismo de saúde com 8,47%.
O ônibus regular foi o meio de chegada mais usado, com 40,68% das respostas. O carro representou 30,51% e o avião, 23,16%. Excursões de ônibus ou van somaram 3,95%. O relatório informa que os passageiros em conexão foram incluídos para medir o papel de Goiânia na circulação regional, mas esse grupo não entrou nas análises específicas de comportamento e consumo turístico.
Gastos e perfil das viagens
A faixa de despesa mais comum foi de R$ 101 a R$ 300 por pessoa ao dia, indicada por 28,75% dos turistas. Outros 24,58% gastaram até R$ 100, o que significa que 53,33% ficaram na faixa de até R$ 300 diários. Na outra ponta, 16,25% declararam despesas acima de R$ 1 mil por dia. Também foram registrados gastos entre R$ 301 e R$ 500, com 12,5%; entre R$ 501 e R$ 700, com 3,75%; e entre R$ 701 e R$ 1 mil, com 3,33%. Não fizeram gastos 9,17% dos entrevistados.
A pesquisa aponta ainda que 47,46% dos participantes viajavam com a família. Pessoas sozinhas eram 31,07%, enquanto 7,63% estavam com amigos e 5,93% viajavam em casal. Sobre hospedagem, 35,03% não usaram acomodação, 31,64% ficaram na casa de amigos ou parentes, 22,03% escolheram hotéis e 7,06% utilizaram imóveis privados ou Airbnb.
Entre os que permaneceram na cidade, 24,58% ficaram de uma a três noites, e 20,06%, de quatro a sete noites. A permanência entre 15 e 30 noites correspondeu a 8,47%.
O que os visitantes fizeram
Dos 240 classificados como turistas, 81,25% visitaram ao menos um atrativo ou local de Goiânia. Entre os 195 que fizeram alguma visita, o Zoológico de Goiânia foi citado por 46,67%. O relatório ressalva que 119 entrevistados foram abordados no próprio zoológico, o que pode ter influenciado o resultado.
Compras em shopping centers e na Região da 44 apareceram com 44,62%. Bares e restaurantes foram mencionados por 34,87%; parques, por 28,21%; e feiras, por 23,59%. Mercados tiveram 9,74%, o Centro Cultural Oscar Niemeyer, 5,13%, e a Praça Cívica e seu acervo Art Déco, 3,08%. Era possível escolher mais de uma opção.
A alimentação teve a maior média entre os itens avaliados: 4,7 em uma escala de 1 a 5. Dos 192 participantes que responderam sobre o tema, 75% deram nota máxima. A hospitalidade do povo goianiense alcançou média 4,6, com nota 5 atribuída por 76% dos respondentes.
Os atrativos turísticos ficaram com média 4,5; a sensação de segurança, 4,4; a hospedagem, 4,3; táxis e aplicativos, 4,2; e a limpeza, 4,1. O transporte público marcou 4. Mobilidade urbana e sinalização turística tiveram 3,8, e a acessibilidade para pessoas com deficiência, 3,6.
Aprovação e novas etapas
A experiência geral foi avaliada positivamente por 95% dos turistas. A nota máxima foi dada por 73,33%, enquanto 21,67% atribuíram nota 4. Além disso, 98,33% afirmaram que recomendariam Goiânia.
A primeira etapa ocorreu em julho, durante a alta temporada, com 354 entrevistas presenciais: 109 no aeroporto, 126 no Terminal Rodoviário e 119 no Zoológico. A meta inicial era de 375 entrevistas. O levantamento terá mais três etapas ao longo de 2026 e a previsão é chegar a 1,5 mil entrevistas, distribuídas entre julho e dezembro, de alta temporada, e setembro e novembro, de baixa temporada.








