Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Brasil

Grande Goiânia reorganiza transporte e amplia frota, integração e benefícios

Sistema integrado reúne 21 municípios, mantém tarifa pública em R$ 4,30 e já substituiu cerca de 600 ônibus.

O transporte coletivo da Grande Goiânia passou por uma reformulação nos últimos seis anos, com integração entre municípios, subsídio público, renovação da frota e reformas em terminais e estações. A rede reúne Goiânia e outros 20 municípios, com tarifa pública de R$ 4,30, congelada desde 2019.

A mudança ganhou força durante a pandemia da Covid-19, em 2020, quando a demanda caiu 84% e a receita recuou para cerca de 16% do patamar anterior. O então governador Ronaldo Caiado chamou municípios, Ministério Público e tribunais de contas para discutir medidas de sustentabilidade financeira e continuidade do serviço.

Em 31 de março de 2022, a Lei Complementar nº 171 consolidou diretrizes da Lei Complementar nº 169/2021 e criou bases para o subsídio e a reformulação da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC). A tarifa técnica, que corresponde ao custo da operação por passageiro, está estimada entre R$ 11,50 e R$ 11,60. O poder público cobre a diferença entre esse valor e os R$ 4,30 pagos pelo usuário.

Goiás responde por 47,6% do complemento tarifário; Goiânia, por 36,7%; Aparecida de Goiânia, por 8,4%; Senador Canedo, por 4,3%; Trindade, por 1,9%; e Goianira, por 1,1%.

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) planeja, acompanha e fiscaliza a operação. Cerca de 600 dos aproximadamente 1,2 mil ônibus foram substituídos. A frota passou a incluir veículos elétricos, movidos a biometano e modelos Euro 6 a diesel. A chegada de novos ônibus está prevista até o início de 2028.

No BRT Leste-Oeste, antigo Eixo Anhanguera, todas as estações foram reconstruídas. Também passaram por obras os terminais Novo Mundo, Praça da Bíblia, Praça A, Dergo e Padre Pelágio. O sistema ganhou ainda os terminais Hailé Pinheiro e Paulo Garcia, além da transformação do Terminal Isidória e da conclusão do BRT Norte-Sul.

A rede possui aproximadamente 7 mil pontos de parada, que passaram a contar com identificação e QR Code para consulta de linhas, horários e previsão de chegada. Abrigos recebem manutenção periódica, e as concessionárias ficaram responsáveis pela conservação.

Entre os benefícios estão a meia tarifa de R$ 2,15, o Passe Livre do Trabalhador, com até oito viagens diárias, e o Cartão Família, que permite cadastrar outras cinco pessoas com vínculo familiar para viagens aos fins de semana pagando uma única tarifa.

Goiânia investe cerca de R$ 300 milhões por ano no transporte coletivo. A cidade também implantou medidas de metronização, com integração entre mobilidade e semaforização para priorizar os ônibus. O projeto deve alcançar 240 quilômetros de vias.

Em Senador Canedo, a participação no subsídio caiu para 4,3%. A prefeitura desembolsa aproximadamente R$ 3,5 milhões a R$ 3,6 milhões por mês e discute tarifa zero nas linhas alimentadoras do município. A proposta foi encaminhada à Câmara Municipal.

O sistema recebeu premiações em 2023, 2024, 2025 e neste ano. A demanda, que era de cerca de 420 mil passageiros por dia antes de 2020, chegou a aproximadamente 450 mil passageiros diários.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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