O antropólogo e historiador Antonio Risério prepara o lançamento de A Sociologia Paulista Contra o Pensamento Social Brasileiro, livro que questiona a influência da sociologia paulista, especialmente da Universidade de São Paulo, na produção intelectual do país. A obra será publicada pela Topbooks e tem 375 páginas.
A editora informa que o ensaio critica o que chama de monopólio do saber sociológico no Brasil. O livro também acusa essa corrente de deixar em segundo plano autores como Joaquim Nabuco, Euclides da Cunha, José Bonifácio e Alberto Torres, além de abordar os conflitos com Gilberto Freyre, Guerreiro Ramos, Ruy Mauro Marini e Darcy Ribeiro.
Autores e temas
O lançamento está previsto para este mês. A divulgação da Topbooks apresenta a obra como uma crítica à visão centrada em São Paulo sobre a realidade brasileira. Entre os temas estão as relações entre Fernando Henrique Cardoso e Ruy Mauro Marini e a trajetória de Roberto Mangabeira Unger.
Dois ensaios são assinados por outros autores: “Dependência e revolução, submissão e utopia (Fernando Henrique Cardoso e Ruy Mauro Marini)” é de Gustavo Falcón, historiador e jornalista; “A cabeça da serpente e Roberto Mangabeira Unger” foi escrito por Carlos Sávio Gomes Teixeira, cientista político e professor.
Risério também é autor de Mestiçagem, Identidade e Liberdade, com 365 páginas; Identitarismo, com 280 páginas; Adeus, Identitarismo — A Hora da Maré Vazante, com 208 páginas; e As Sinhás Pretas da Bahia — Suas Escravas, Suas Joias, com 439 páginas.
Aos 72 anos, o escritor mantém uma produção voltada a temas de identidade, pensamento social e formação brasileira. A Topbooks descreve o novo trabalho como uma tentativa de abrir espaço para outras interpretações sobre a sociedade do país.








