A greve nacional dos funcionários da Caixa Econômica Federal continua por tempo indeterminado depois que os trabalhadores rejeitaram a nova proposta do banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação começou na quinta-feira, 10, após a recusa de uma oferta anterior.
A nova rodada de negociações entre a Caixa e as entidades representantes dos empregados terminou com outra votação contrária. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos participantes da assembleia realizada na sexta-feira, 11, rejeitaram os termos apresentados.
O que estava na proposta
A Caixa ofereceu um prêmio de R$ 3 mil por empregado. Também propôs pagar, em 18 de setembro, o salário com o reajuste, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o Super Caixa e a premiação.
O Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários, também esteve entre os principais pontos da negociação. A proposta previa elevar de 6,5% para 8% o limite de participação da instituição no custeio do plano.
Mesmo com essas condições, os trabalhadores decidiram rejeitar o conjunto apresentado pelo banco.
Possível disputa na Justiça do Trabalho
Antes da votação, a Caixa informou que aquela seria a última tentativa de acordo nos termos negociados. Em caso de nova rejeição, o banco sinalizou que poderia retirar a oferta e recorrer a um dissídio coletivo, levando a discussão para a Justiça do Trabalho.
A instituição também afirmou que manteria o diálogo com as entidades representativas para tentar construir um acordo e encerrar a paralisação.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado a primeira proposta. Até o momento, não há previsão para o fim da greve.
Durante a paralisação, os clientes podem fazer operações pelo aplicativo Caixa, Internet Banking, Caixa Tem, WhatsApp Caixa, caixas eletrônicos, terminais do Banco24Horas, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.









