GOIÁS — As agências da Caixa Econômica Federal amanheceram fechadas nesta terça-feira, 8, após os funcionários iniciarem uma greve por tempo indeterminado em todo o estado. A paralisação foi decretada depois que 96,5% dos empregados rejeitaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo banco.
O Sindicato dos Bancários de Goiás informou que a principal reivindicação está ligada ao Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido aos empregados. De acordo com o presidente da entidade, Sérgio Luiz da Costa, a proposta prevê aumento nos valores de coparticipação e também nas cobranças para dependentes.
A representação dos trabalhadores defendeu que as discussões sobre o plano de saúde fossem separadas da campanha salarial. A Caixa, segundo o sindicato, manteve a inclusão do equacionamento do Saúde Caixa nas negociações. A preocupação também envolve os empregados aposentados que utilizam o plano.
Paralisação e negociações
A decisão pela greve foi tomada após assembleias realizadas nos dias 3 e 4 de setembro. Enquanto os empregados de bancos privados aceitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os trabalhadores da Caixa optaram pela paralisação.
Sérgio afirmou que a greve continuará até que a Caixa convoque a comissão de negociação da Contec e apresente uma contraproposta ou retire o Saúde Caixa da campanha salarial. Ele também disse que a paralisação pode alcançar outros estados a partir de quinta-feira, 10.
Em Goiás, aproximadamente 150 unidades da Caixa, entre agências e postos, podem ser afetadas. Os clientes não têm acesso à área interna das agências nem ao atendimento presencial dos funcionários.
Serviços digitais
Transferências e Pix não devem ser afetados inicialmente, mas o sindicato não garante o funcionamento normal dos canais alternativos durante todo o período. Sérgio disse que uma eventual adesão dos trabalhadores da área de tecnologia da informação pode causar transtornos nos sistemas.
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que mantém o diálogo com as entidades que representam os empregados e busca uma solução para renovar os acordos trabalhistas. O banco afirmou estar empenhado na construção de uma solução para o ACT e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com foco na valorização dos empregados, na sustentabilidade da instituição e na continuidade dos serviços prestados à sociedade.








