Rio de Janeiro, Domingo, 27 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
“Bolsonaro teve quatro anos para fazer alguma coisa e não fez nada” sobre bets, diz Haddad
Brasil

Haddad atribui liberação das bets a Temer e cobra ações de Bolsonaro

Ex-ministro afirma que governo Lula regulamentou o setor e criou restrições para crianças e beneficiários do Bolsa Família.

Fernando Haddad afirmou que a liberação das apostas esportivas online ocorreu durante o governo de Michel Temer, e não nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao podcast Três Irmãos, o ex-ministro da Fazenda também criticou Jair Bolsonaro por não ter regulamentado o setor durante seu mandato.

Segundo Haddad, o governo Lula assumiu um mercado que já funcionava sem controles adequados. A atual administração criou regras para as plataformas, ampliou a fiscalização e estabeleceu restrições para grupos considerados mais vulneráveis.

“Não foi o Lula que liberou as bets, foi o Temer. Bolsonaro teve quatro anos para fazer alguma coisa e não fez nada”, escreveu Haddad. Ele acrescentou que, durante o governo Bolsonaro, não houve cobrança de imposto nem proibição da participação de crianças, idosos e beneficiários do Bolsa Família nas apostas.

Entre as medidas citadas pelo ex-ministro estão a proibição de apostas por beneficiários do Bolsa Família e crianças, além da possibilidade de qualquer pessoa pedir a autoexclusão das casas de apostas. Haddad afirmou que, depois da decisão, não é possível reverter o bloqueio.

O Ministério da Saúde também participa do atendimento e do acompanhamento de pessoas que desenvolveram dependência em jogos de apostas, de acordo com o ex-chefe da Fazenda.

Haddad reconheceu, porém, que as medidas não encerram os problemas associados ao crescimento das apostas online. “Isso é suficiente? Não. O problema é muito mais grave do que parece”, afirmou.

Ele também disse que, antes da regulamentação feita pelo governo Lula, as empresas do setor não pagavam tributos sobre o lucro líquido.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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