A campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência foi surpreendida pela declaração de impedimento de voto do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso que avalia a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. A apuração envolve o suposto relacionamento do ministro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Aliados de Flávio esperavam que Nunes Marques defendesse a abertura do processo, ao lado de Luiz Fux, André Mendonça e do presidente da Corte, Edson Fachin. Com a ausência do ministro e de Dias Toffoli, que se declarou suspeito, a avaliação dentro da campanha mudou.
A leitura agora é que Moraes pode sair menos enfraquecido do julgamento do que o grupo de Flávio Bolsonaro calculava. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin devem votar contra a abertura do processo. O posicionamento de Cármen Lúcia ainda é considerado uma incógnita.
Antes do início da sessão extraordinária, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que ele “dividiu seu poder com Alexandre de Moraes”.
O candidato também disse que o governo criou um desequilíbrio institucional ao governar ao lado de parte do STF. Para Flávio, essa parcela da Corte descumpriu a lei, e o governo faz parte de um sistema que, segundo ele, está se revelando à população.








