A concorrência para as obras do BRT Leste-Oeste de Curitiba teve participação de três empresas e terminou com desconto de 7,40% sobre o valor estimado. O resultado representa uma economia próxima de R$ 7 milhões para os cofres públicos e foi considerado pelo Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) na decisão que liberou o avanço do processo.
Por maioria de votos, os conselheiros concluíram que não havia elementos suficientes para manter a suspensão da licitação de R$ 94,3 milhões. Com isso, a Prefeitura de Curitiba pode prosseguir com a contratação do Lote 3, enquanto o tribunal continua analisando a legalidade da classificação adotada para a obra.
Questionamento sobre o prazo
A suspensão havia sido determinada em 14 de julho, pelo conselheiro Maurício Requião. O ponto central era o prazo de 10 dias úteis previsto no edital para que as empresas apresentassem suas propostas.
Técnicos do TCE-PR avaliaram que o período poderia ser insuficiente diante do tamanho e das características da intervenção. A análise levantou a possibilidade de que o empreendimento exigisse mais tempo para a preparação das propostas.
Na decisão, o relator, conselheiro Ivan Bonilha, considerou que a participação das três empresas e a disputa registrada na fase de lances não comprovaram, até o momento, que o prazo do edital tenha impedido a presença de interessadas. Ele também levou em conta que a Prefeitura apresentou projetos, especificações e planilhas com informações sobre os serviços previstos.
Trecho entre Curitiba e Pinhais
O Lote 3 integra o projeto do Eixo BRT Leste-Oeste e prevê intervenções no trajeto entre a Praça Rui Barbosa, no Centro de Curitiba, e Pinhais, na Região Metropolitana.
A continuidade foi autorizada por meio da Concorrência Eletrônica nº 21/2026. A discussão sobre a forma de classificação da obra, porém, ainda será aprofundada pelo Tribunal de Contas antes da decisão definitiva.








