Rio de Janeiro, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Contra atuação de Eduardo Bolsonaro, líder do PT na Câmara quer criar lei para crime de alta traição à pátria
Brasil

Lindbergh propõe crime de alta traição mirando ações de Eduardo Bolsonaro nos EUA

Projeto prevê até 40 anos de prisão e perda de cargo para quem pedir sanções estrangeiras contra o Brasil.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) vai apresentar nesta sexta-feira um projeto de lei para criar o crime de alta traição à pátria. A proposta foi elaborada após a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para buscar sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e dificultar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto prevê reclusão de 20 a 40 anos, além da perda de cargo, patente, função pública ou mandato eletivo. A punição seria aplicada a quem solicitar, estimular ou apoiar, de forma pública ou reservada, sanções econômicas, diplomáticas, militares ou políticas contra o Brasil por parte de governo ou entidade estrangeira, com o objetivo de pressionar, punir ou desestabilizar autoridades, instituições ou políticas públicas nacionais.

Lindbergh afirmou que identificou uma lacuna no Código Penal a partir das movimentações de Eduardo. “A inspiração foi exatamente esse momento”, disse o deputado. Segundo ele, a proposta também considera um artigo do Código Penal Militar que pode ser aplicado a civis. Lindbergh e o senador Randolfe Rodrigues já apresentaram um pedido de prisão preventiva contra Eduardo com base nesse dispositivo.

A formulação brasileira toma como referência uma legislação inglesa. Lindbergh também citou a existência de crimes semelhantes em países da Europa e nos Estados Unidos.

Além de Eduardo, o deputado quer que o economista Paulo Figueiredo Filho seja alcançado pela medida. Ele tem atuado ao lado do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e está foragido nos Estados Unidos. Paulo Figueiredo é neto do general e ex-presidente da ditadura militar João Batista Figueiredo.

Outras medidas contra Eduardo

No final de julho, Lindbergh pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a suspensão do mandato de Eduardo, que está licenciado, e o bloqueio de seu salário.

Em março, Lindbergh e Rogério Correia (PT-MG) solicitaram a apreensão do passaporte de Eduardo. Alexandre de Moraes negou o pedido depois de a Procuradoria-Geral da República emitir parecer contrário.

Eduardo anunciou a licença em março e se mudou para os Estados Unidos. Ele declarou que se reuniu com congressistas e representantes da sociedade civil americana para pressionar por punições a autoridades brasileiras. Também pediu ao presidente Donald Trump que incluísse Moraes na Lei Magnitsky. O deputado é investigado no STF por incentivar sanções internacionais.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5