Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Mãe diz que amiga apresentou adolescente de Anápolis a suspeito de 19 anos
Brasil

Mãe diz que amiga apresentou adolescente de Anápolis a suspeito de 19 anos

Maira Alves afirma que a filha conheceu o jovem por uma amiga da escola e levará informações ao inquérito em andamento.

A adolescente Ana Clara Alves Silva, de 13 anos, teria conhecido o suspeito de 19 anos por meio de uma amiga da escola, e não pelo Discord. A informação foi divulgada pela mãe da jovem, Maira Alves da Silva, que pretende acrescentar os relatos ao inquérito policial, ainda em andamento.

Maira afirmou que a amiga apresentou os dois por terem gostos semelhantes. A mãe também disse que Ana Clara contou ter conhecido o rapaz havia cerca de duas semanas, depois de ser localizada.

“Estão dizendo que foi pelo aplicativo, mas não foi. Foi através dessa amiga”, afirmou Maira. Segundo ela, a adolescente relatou que não estava bem emocionalmente e que já tinha se envolvido emocionalmente com o jovem quando decidiu fugir.

Ana Clara confirmou que usava o Discord, mas negou que o primeiro contato com o suspeito tenha ocorrido pela plataforma. Ela também declarou que já havia encontrado o rapaz no sábado, 5, um dia antes de desaparecer. O encontro, segundo a adolescente, durou poucos minutos.

A jovem disse que sua decisão ocorreu em meio a uma confusão emocional e não foi motivada pelo tratamento recebido dos pais. Ela afirmou que é amada pela família e que os pais não teriam culpa pelo ocorrido.

Investigação e versão da defesa

A defesa do suspeito informou que o caso está em fase inicial e aguarda a audiência de custódia, além de novas diligências e depoimentos. Os advogados afirmaram que, até o momento, não há elementos indicando cárcere privado, violência ou que a adolescente tenha sido mantida contra a própria vontade.

A defesa sustenta que relatos já colhidos apontam que Ana Clara teria saído de casa voluntariamente por questões familiares e permanecido no local por vontade própria. Os advogados disseram que só apresentarão as teses defensivas após o acesso integral aos autos.

Maira relatou que a filha teria permanecido inicialmente em uma casa no bairro Recanto do Sol e depois sido levada a outro imóvel, onde foi encontrada pela polícia. A mãe também afirmou que o suspeito teria orientado a adolescente a observar câmeras durante a saída.

A possibilidade de consumo de outras substâncias foi levantada por Maira, mas a afirmação depende de confirmação das autoridades ou de exames. A mãe disse que Ana Clara relatou ter bebido vodka.

Cuidados após o episódio

A adolescente contou que escreveu a carta deixada antes de desaparecer durante uma aula de matemática. Depois do episódio, ela e a família concordaram com a retirada temporária do celular e com a inclusão de atividades físicas na rotina.

Maira reconheceu que não havia percebido a dimensão do sofrimento emocional da filha. A família pretende buscar acompanhamento profissional e aumentar a proximidade com a adolescente.

A mãe também rebateu as críticas recebidas e pediu que responsáveis acompanhem o uso do celular, as amizades e mudanças no comportamento dos filhos. Para ela, famílias envolvidas em situações semelhantes não devem ser julgadas antes que os fatos sejam esclarecidos.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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