Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Márlio Raposo Dantas deixou prédios marcantes na paisagem de Santos
Foto: Arquivo pessoal
Brasil

Márlio Raposo Dantas deixou prédios marcantes na paisagem de Santos

Arquiteto projetou cerca de 150 obras, lecionou na Unisanta e morreu aos 90 anos, em 11 de agosto.

Márlio Raposo Dantas deixou uma marca espalhada pela paisagem de Santos, onde projetou a grande maioria de cerca de 150 prédios e casas ao longo da carreira. O arquiteto morreu aos 90 anos, de parada cardiorrespiratória, em 11 de agosto.

Em 1978, ao abrir a DRM Construções, passou a destacar o próprio nome nas placas das obras. A ideia, dizia, era valorizar a profissão dos arquitetos. Entre seus projetos estão o Universo Palace, conhecido pela boate Pink Panther, e o Vila Rica Center.

Obras que viraram referência

Em Santos, seus edifícios se tornaram pontos de referência, memória afetiva e também alvo de polêmica. Um deles é o Nilo Branco, conhecido como o “prédio amarelo”, em frente ao Museu do Café.

Márlio tinha especial apreço pelo Lex Urbis, prédio de escritórios no centro da cidade, com quebra-sóis verdes e azuis. O edifício, localizado atrás da catedral, também esteve entre os primeiros da região com elevador panorâmico.

A família do arquiteto afirma ter conhecido ao menos duas pessoas jovens cujo nome foi inspirado no dele, formado pela junção de Maria das Dores e Júlio, seus pais. O último Censo registra 327 Márlios no Brasil e 19 no estado de São Paulo.

Formação e vida pessoal

Nascido em Olinda (PE), Márlio iniciou a formação em arquitetura no Recife e concluiu o curso no Rio de Janeiro. Trabalhou com colegas como Burle Marx e colaborou em projetos conhecidos, entre eles o do aterro do Flamengo.

Ele se mudou para Santos em 1962, por sugestão do padrasto. Em 2009, foi para a Casa da Pitaya, residência projetada por ele nos anos 1980, em Cunha, no interior paulista.

Professor da Unisanta (Universidade Santa Cecília) de 1997 a 2012, era descrito como disciplinado, técnico, criativo e rígido. Também era conhecido por contar histórias e cobrar mais “molho” nos projetos dos alunos.

Segundo a filha, a arquiteta Flávia Neves Dantas, Márlio era caseiro, cultivava pitayas e lichias e gostava de cantar bossa nova para os familiares. Saía pouco, mas levava a família à Bienal de Arte de São Paulo. Deixou mulher, 4 filhos, 9 netos e 1 bisneta.

O Docomomo classificou Márlio como nome essencial da arquitetura moderna do litoral paulista. Para a organização, ele “Imprimiu, na paisagem urbana da cidade, uma linguagem própria”.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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