Rio de Janeiro, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Operação Carbono Oculto cumpre busca em Senador Canedo na terceira fase
Brasil

Operação Carbono Oculto cumpre busca em Senador Canedo na terceira fase

Investigação sobre suposta lavagem de dinheiro no setor de combustíveis alcança 29 endereços em sete estados.

SENADOR CANEDO, GO — A terceira fase da Operação Carbono Oculto cumpriu um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira, 24, em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal.

A investigação apura uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao setor de combustíveis. As diligências foram realizadas em sete estados e incluem empresários e executivos relacionados ao mercado financeiro.

No total, foram determinadas buscas em 29 endereços ligados a 24 empresas e 13 pessoas físicas. Além de Senador Canedo, as medidas ocorrem em municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso e Santa Catarina.

Movimentação sob investigação

O Ministério Público paulista investiga o uso de estruturas comerciais e financeiras que poderiam esconder os proprietários efetivos da Terrana, empresa do setor sucroalcooleiro envolvida em operações com uma distribuidora de combustíveis.

Empresas e fintechs são apontadas como possíveis instrumentos para dividir, transferir e ocultar valores. A investigação estima que o grupo tenha movimentado aproximadamente R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

Também estão sob análise cerca de R$ 370 milhões em direitos creditórios associados à Terrana. Outra operação, de aproximadamente R$ 100 milhões, teria circulado por contas empresariais e de fintechs antes de chegar à companhia. A apuração tenta esclarecer se as transações foram montadas para aparentar legalidade e dificultar a identificação dos beneficiários.

Pessoas e empresas citadas

Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, os irmãos André e Bruno Tupinambá e Antonio Carlos Freixo Junior, proprietário da Entre Investimentos. Empresas do grupo Entre aparecem relacionadas ao financiamento de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação também alcança pessoas e empresas ligadas às estruturas financeiras examinadas. Há suspeitas sobre investimentos de fachada e operações consideradas atípicas. O Gaeco de São Paulo e a Receita Federal conduzem o trabalho com a participação de outros órgãos estaduais.

A investigação continua, e os alvos são apurados por eventual envolvimento nas operações sob suspeita. Senador Canedo já havia sido incluído em uma etapa anterior: em agosto de 2025, o Ministério Público de Goiás, por meio do Gaeco, cumpriu 10 mandados em empresas ligadas ao comércio, à produção e à distribuição de combustíveis na cidade. Na ocasião, a apuração também tratava de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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