Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Organograma coloca 'Mário' como sócio de produtora de 'Dark Horse' nos EUA
Brasil

Organograma liga “Mário” à produtora de Dark Horse nos Estados Unidos

Documento apreendido em investigação menciona a Go Up USA e aponta um sócio chamado Mário, sem informar o sobrenome.

Um organograma apreendido pela Polícia Civil de São Paulo cita uma pessoa chamada Mário como sócia da Go Up USA, produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL). O documento integra o inquérito da Operação Wi-Fi Livre SP e não informa quem o elaborou nem o sobrenome do sócio mencionado.

No desenho, a inscrição “GOUP BR” aparece ligada à “GOUP USA”. Abaixo da empresa americana, uma seta aponta para a anotação “sócio Mário”. O papel também menciona Karina, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), outra organização ligada a ela, a Academia Nacional de Cultura e termos como “contrato social”, “distribuição”, “lucro” e “eleição”.

Oficialmente, Michael Davis aparece como sócio da Go Up nos Estados Unidos. No Brasil, Karina é a única sócia formal da Go Up Entertainment. O organograma estava entre materiais atribuídos ao “local 03”, relacionado, em uma decisão judicial, a um endereço de Karina no Jardim Maracanã, na Brasilândia, zona norte de São Paulo.

Relação com Mário Frias

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) escreveu o roteiro de Dark Horse e tem relações documentadas com o filme e com o ICB. Ele também destinou emendas ao instituto e contratou, em sua campanha eleitoral de 2022, outra empresa controlada pela produtora.

O inquérito ainda registra um recibo de R$ 7.700 pagos por Mário Luis Frias à Complexys, em dezembro de 2025, pelo licenciamento de um sistema de “CRM político”. A empresa era subcontratada pelo ICB no contrato de wi-fi e também prestou serviços ao gabinete de Frias.

Em despacho sobre o fim do sigilo, o ministro Flávio Dino mencionou a hipótese de Mário Frias ocupar posição de liderança na “suposta arquitetura criminosa”. A investigação também afirma que o político seria “participante ativo da engrenagem financeira” do filme e teria feito movimentações incompatíveis com sua capacidade econômica declarada. Frias ainda não respondeu aos questionamentos sobre o caso.

O inquérito apura suspeitas de desvio em um contrato de mais de R$ 100 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB para instalação e manutenção de pontos wi-fi. O caso também é investigado no Supremo Tribunal Federal, incluindo possíveis envios feitos por Daniel Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos que supostamente financiaria o filme.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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