Rio de Janeiro, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O jogo, o bastidor, o placar
Produtora de 'Dark Horse' pagou ao menos quatro faturas de cartão de crédito de Mário Frias durante produção do filme
Foto: Reprodução
Brasil

Go Up bancou quatro faturas de Mário Frias durante produção de Dark Horse

Pagamentos feitos entre agosto e novembro de 2025 variaram de R$ 32.604,39 a R$ 36.857,35, mostram registros da produtora.

Registros de pagamentos da Go Up Entertainment mostram que a produtora de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, quitou ao menos quatro faturas do cartão de crédito do deputado federal Mário Frias entre agosto e novembro de 2025. Os valores ficaram entre R$ 32.604,39 e R$ 36.857,35.

Os pagamentos identificados foram:

  • Fatura de 25/08/2025, paga em 22/08/2025: R$ 32.604,39;
  • Fatura de 25/09/2025, paga em 25/09/2025: R$ 34.164,08;
  • Fatura de 25/10/2025, paga em 21/10/2025: R$ 33.242,21;
  • Fatura de 25/11/2025, paga em 19/11/2025: R$ 36.857,35.

Frias é roteirista e produtor-executivo do filme, que conta a história do ex-presidente. A produtora é comandada por Karina Gama.

Investigações sobre o filme

A produção passou a ser investigada após informações apontarem possível financiamento de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Ele está preso em Brasília.

Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão relacionados ao financiamento de Dark Horse. Mário Frias e Karina Gama foram alvos da operação, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

A PF informou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. A investigação envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Em vídeo publicado nas redes sociais após a operação, Frias negou irregularidades, afirmou que vai colaborar com as investigações e entregar os documentos necessários. O parlamentar também disse acreditar no arquivamento do caso.

Há duas investigações em curso no STF. O caso sob supervisão do ministro Flávio Dino analisa possível uso irregular de emendas parlamentares e de dinheiro público repassado a entidades e empresas ligadas à produtora.

Outro inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, examina repasses feitos por Daniel Vorcaro, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, e o caminho percorrido pelo dinheiro. A assessoria de Mário Frias não respondeu aos questionamentos até a última atualização.

Texto produzido pela Redação Arena em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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