Ricardo Seidi Shigematsu foi condenado a 23 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, pela morte da filha Eduarda Shigematsu, de 11 anos. O julgamento terminou no Tribunal do Júri de Maringá, no Norte do Paraná, após dois dias de sessão. Durante o júri, o réu confessou o crime.
Eduarda morreu em 24 de abril de 2019, em Rolândia, no Norte Central do Paraná. Conforme as investigações, a criança foi vítima de asfixia mecânica provocada por esganadura. O corpo foi enterrado na garagem de uma casa da família.
A condenação inclui homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Os jurados reconheceram três qualificadoras para o homicídio: feminicídio, uso de meio cruel e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. A asfixia foi considerada na caracterização do meio cruel.
Na data do crime, o feminicídio ainda não era classificado como crime autônomo na legislação brasileira. Mesmo assim, já podia ser aplicado como qualificadora do homicídio.
Avó é absolvida
Após a morte da menina, Ricardo e a avó paterna procuraram a polícia para informar um suposto desaparecimento. As investigações apontaram que os dois apresentaram versões falsas e conflitantes. Câmeras de segurança do local também foram desligadas e formatadas, dificultando a obtenção de imagens sobre o caso.
O Ministério Público do Paraná havia denunciado a avó pelos crimes relacionados à morte. No julgamento, porém, pediu a absolvição dela depois que as provas indicaram que a mulher havia sido envolvida nos fatos por responsabilidade do próprio acusado. Os jurados aceitaram o pedido e absolveram a avó paterna.









